Paulo Guedes defende nova CPMF e alíquota única no Imposto de Renda

Reforma tributária do coordenador do programa econômico de Bolsonaro incluiria ainda o fim da contribuição patronal para a Previdência, segundo jornal

O economista Paulo Guedes, coordenador do programa econômico do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), quer recriar um imposto sobre movimentação financeira nos moldes da CPMF e pretende estabelecer uma alíquota única de Imposto de Renda de 20% para pessoas físicas e jurídicas, que incidiria também sobre a distribuição de lucros e dividendos, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo desta quarta-feira.

Guedes também pretende eliminar a contribuição patronal para a Previdência, que tem a mesma alíquota de 20 por cento e incide sobre a folha de pagamentos, acrescentou o jornal.

De acordo com a colunista da Folha Mônica Bergamo, o pacote tributário que Guedes pretende implantar caso Bolsonaro seja eleito foi apresentado a uma plateia restrita reunida pela GPS Investimentos, gestora especialista em grandes fortunas, na terça-feira.

O novo imposto sobre movimentações financeiras se chamaria Contribuição Previdenciária e seria destinado a financiar o INSS, segundo a Folha. A equipe econômica liderada por Guedes defende o modelo de capitalização para a Previdência, mas o atual sistema seguiria existindo paralelamente, e a contribuição seria criada para garantir sua solvência, acrescentou o jornal.

Em mensagem publicada no Twitter nesta manhã, Bolsonaro afirmou que sua equipe econômica trabalha para reduzir a carga tributária. O candidato não citou as declarações de Paulo Guedes.

“Nossa equipe econômica trabalha para redução de carga tributária, desburocratização e desregulamentações. Chega de impostos é o nosso lema! Somos e faremos diferente. Esse é o Brasil que queremos!”, disse Bolsonaro na publicação.

Bolsonaro, que está hospitalizado desde o dia 6 de setembro após levar uma facada durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG), lidera as pesquisas de intenção de voto para a eleição de outubro. O candidato tem utilizado as redes sociais para fazer campanha enquanto internado.

Comentários

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  1. é um início de reforma tributária necessária. Reduzir o número de taxas e tributos é uma necessidade, reduzir o tamanho da arrecadação também é necessário mas, neste primeiro momento, quase impossível, tendo em vista o déficit que enfrentamos.

  2. Guilherme Burjato

    Vamos esperar a proposta se solidificar… mas o caminho deve ser por ai mesmo… precisamos da Escola Austríaca na economia, pois é o que mais funciona!

  3. charles akossatz

    Trabalha para redução de carga tributária, desburocratização e desregulamentações. Chega de impostos é o nosso lema. veja mais sore empregos >>>> https://bit.ly/2xfbhUO <<<<

  4. Bernardo Gouvea

    Eita embuste dona vExame, o cara falou em reduzir impostos e simplificar e colocou em um dos cenários deixar somente o Imposto de Renda e um sobre movimentações financeiras (hoje há diversos na relação de emprego e faturamento como Pis COFINS etc.) Ou seja, se simplificar e reduzir a carga tribuitária não tem problema se for sobre movimentações financeiras. Agora me impressiona uma revista supostamente de economia fazer isto, entrar no Embusta da Folha do PT que paga de isentona, mas sempre defendeu sua merenda junto aos vermelhinhos, não é a toa a dificuldade financeira, estão perdendo os eleitores de direita como leitores.

  5. A começar pela redução de MORDOMIAS, auxílios desnecessários, PENSÕES… é assim que começa! Cobrar IR de quem ganha 1000 reais, não parece nem um pouco razoável.