Parlamento alemão aprova ajuda financeira à Espanha

A moção foi aprovada por 473 votos a favor, procedentes da bancada governista e da oposição social-democrata e verde

Berlim – O Bundestag, câmara baixa do Parlamento da Alemanha, referendou nesta quinta-feira a contribuição do país – cerca de 30 bilhões de euros – ao empréstimo de até 100 bilhões de euros para a recapitalização do sistema bancário espanhol.

A moção foi aprovada por 473 votos a favor, procedentes da bancada governista e da oposição social-democrata e verde. Apenas 97 parlamentares, em sua maioria de esquerda, se manifestaram contra, assim como alguns deputados rebeldes da coalizão da chanceler alemã, Angela Merkel, e outros 13 se abstiveram.

O ministro alemão de Finanças, Wolfgang Schäuble, destacou antes da votação que a Espanha precisa do empréstimo do Eurogrupo para romper o “círculo vicioso” que liga as dívidas do setor bancário com as estatais e vice-versa.

Schäuble argumentou que as reformas estruturais implementadas nos últimos meses na Espanha, e as previstas para os próximos, sendo “corretas” e “necessárias”, não serão suficientes para combater a crise se não for solucionado também “o problema bancário”.

A votação aconteceu em um plenário extraordinário, convocado em período de férias parlamentares, com o objetivo de ratificar a participação da Alemanha na linha de crédito que será concedida para a Espanha sanear seu sistema bancário.

Um total de 583 deputados atendeu à convocação, dos 620 da atual legislatura, o que o presidente do Parlamento, Norbert Lammert, qualificou como uma boa percentagem, levando em conta o período de férias.

O ministro das Finanças afirmou que a piora da crise na Espanha representa um “grave risco de contágio” para os demais países da UE e um perigo para a “estabilidade da zona do euro” em seu conjunto.

Schäuble indicou que a Espanha está “no bom caminho” com seus esforços reformistas, e destacou o último pacote de medidas de austeridade – ratificado hoje no Congresso espanhol -, que prevê uma economia de 65 bilhões de euros em dois anos e meio.