Os 10 maiores riscos para o mundo em 2018

A Eurasia Group, consultoria de risco, em relatório divulgado nesta terça-feira, apontou os maiores riscos políticos e econômicos para este ano

São Paulo — A ascensão chinesa, a relação dos Estados Unidos com o Irã e a renegociação do México para permanecer no Tratado de Livre Comércio da América do Norte são alguns dos principais riscos do mundo neste ano. É o que afirma a Eurasia Group, consultoria de risco político, em relatório divulgado nesta terça-feira.

 China

A Eurasia afirma que, até o ano passado, o governo chinês evitou falar sobre liderança global, mas a China redefiniu seu posicionamento no mercado externo.

A China se beneficia das atitudes de Donald Trump que tem renunciado o compromisso de multilateralismo liderado por Washington. “Esse cenário gerou muita incerteza sobre o futuro papel dos EUA na Ásia, criando um vácuo de poder que a China agora pode começar a preencher.”

Conflitos internacionais

Os conflitos internacionais foram classificados pela Eurasia como o maior risco de 2018.  A consultoria lembra que não houve nenhuma grande crise geopolítica desde o 11 de Setembro e nenhuma criada pelos governos desde a crise dos mísseis cubanos, mas destaca que esse cenário pode mudar  diante de qualquer erro ou julgamento.

“O mundo é um lugar mais perigoso. A probabilidade de acidentes geopolíticos aumentou significativamente.”

Segundo a consultoria, as ocorrências podem vir de ataques cibernéticos, da tensão na Coreia do Norte, do crescente desentendimento entre os Estados Unidos e a Rússia, da guerra na Síria e de ataques terroristas, que podem aumentar com o fim do poder do califado do Estado Islâmico na Síria e no Iraque.

Guerra fria tecnológica

Os Estados Unidos e a China estarão em uma disputa acirrada para dominar a inteligência artificial e a supercomputação. A consultoria afirma que a corrida está cada vez mais apertada, já que os americanos têm os melhores talentos enquanto Pequim têm mais tecnologia.

“A China continuará a investir dinheiro em seus setores domésticos de pesquisa em hardware, enquanto os EUA lutam com menos controle sobre os melhores desempenhos do setor privado do que Pequim.”

México

O ano será decisivo para o México com a renegociação do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta em inglês) e as eleições presidenciais em julho. Os dois fatores são apontados como riscos de mercado significativos.

Sobre o Nafta, a Eurasia afirma que ainda é possível uma negociação bem sucedida, apesar de o presidente americano, Donald Trump, ter ameaçado sair do tratado. Para que a renegociação ocorra é necessário que os Estados Unidos limitem suas propostas cada vez mais protecionistas.

Sobre as eleições no país, a consultoria destaca que o descontentamento dos mexicanos com o governo atual após escândalos de corrupção favorece a candidatura de Andrés Manuel Lopez Obrador, ex-prefeito da Cidade do México.

“Lopez Obrador não é tão radical como alguns rivais o retratam, mas representa uma ruptura com o modelo econômico implementado no México desde 1980, particularmente para a abertura do setor de energia.”

Irã e Estados Unidos

A relação entre o Irã e os Estados Unidos é um grande risco geopolítico e de mercado em 2018. A consultoria afirma que o acordo nuclear entre os países deve sobreviver a este ano, mas que é possível que os problemas aumentem.

De acordo com a Eurasia, os Estados Unidos planejam implementar uma estratégia para combater as ambições nucleares do Irã, o que significa um forte apoio à Arábia Saudita para conter o Irã na Síria, no Iraque, no Líbano e no Iêmen.

A erosão das instituições

Em todo o mundo, a confiança da população em instituições tecnocráticas diminuiu abruptamente, em alguns casos devido à interferência política direta em seu trabalho.

A consultoria afirma que a turbulência política e a mudança para o autoritarismo em alguns países tornarão as políticas econômicas e de segurança menos previsíveis. Disse ainda que o populismo aparente no voto do Brexit e a eleição de Donald Trump criaram um populismo tóxico em países em desenvolvimento.

“Também estamos vendo a ampla erosão das instituições políticas no leste da Europa, na Espanha, na Turquia, no Brasil, na África do Sul e em outros países.”

 Protecionismo 2.0

O fortalecimento de forças políticas anti-establishment fez com que os políticos mudassem sua abordagem e agissem como se estivessem fazendo algo sobre os “empregos perdidos”.

Segundo a Eurasia, os governos não estão apenas tentando proteger vantagens comparativas em setores tradicionais, como agricultura, metais, produtos químicos e máquinas, por preocupação com empregos perdidos ou interesses econômicos domésticos. Existe uma forte onda na intervenção na economia digital e no setor de inovação visando preservar a propriedade intelectual e as tecnologias relacionadas como componentes críticos da competitividade nacional.

Reino Unido

Se 2017 não foi bom para o Reino Unido, este ano será ainda pior. Segundo a consultoria, os problemas virão de negociações após a saída do Brexit. “As questões que agora devem ser negociadas são muito complexas e as políticas também são divisórias.”

A Eurasia afirma que as decisões que serão tomadas podem custar o emprego da primeira-ministra Theresa May. Se isso acontecer, há dois cenários possíveis. O primeiro seria a substituição de May por uma figura do Partido Conservador. Já o segundo cenário seria a substituição por Jeremy Corbyn, líder do partido trabalhista.

Políticas de identidade no sul da Ásia

A política de identidade no sul da Ásia vem surgindo de várias formas. O relatório destaca o aumento do islamismo, a aversão aos chineses e um intenso nacionalismo indiano.

“A tendência ameaça o futuro dessas regiões cada vez mais prósperas, criando desafios inesperados para os governos e investidores estrangeiros.”

 Segurança na África

Segundo a Eurasia, as ameaças oriundas do continente africano provêm da militância e do terrorismo. “Os perigos colocados pela Al Shabaab na África Oriental e pela Al Qaeda na África Ocidental não são novos. Mas devem se intensificar.”

Comentários

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  1. Alexsandro De Sousa Barbosa Barbosa

    Este é o resultado de implementar a risca ideias e ações que transformaram países em corporações de indústrias no mundo dos negócios é comum haver disputas por mercados clientes e patentes mas também é comum o governo ter que intervir para o sistema não entrar em colapso por violarem muitas regras de mercado agora e se os países fizerem a mesma coisa quem vai controlar esta tensão em um mundo globalizado se não dividirem o mercado de maneira justa muitos vão perder e conflitos irão surgir e a quebra de mercados emergentes será iminente todo mundo quer valorizar e proteger seu mercado e produtos mas não podemos nos esquecer que quando países ficam competindo para ver quem é o melhor acabamos em Gerra a economia aplicada no planeta hoje é desigual não deixa espaço para os emergentes e ainda destrói grupos que levaram anos para serem criados e consolidados tensões políticas como a dos ESTADOS UNIDOS e RUSSIA, espaços estratégicos no oriente médio estão destruindo muitos grupos econômicos naquela região como a ARÁBIA SAUDITA que estava florescendo, a falta de tato de Donald Trump em relação a conflitos internacionais ficou confirmado com o reconhecimento de da capital de Israel e o abandono a Palestina, quanto a Alemanha o povo só expressa aquela velha atitude não é da minha conta o que acontece no mundo só que sobrevive de multinacionais que tem pelo mundo todo querendo substituir uma das poucas presidentas que se preocupou em ajudar os refugiados de guerras que países como Estados unidos, Rússia, França, Inglaterra e até mesmo a Alemanha tiveram participação para que acontecesse como o conflito da SIRIA a forte tensão com o Irã, culminando com a quase guerra com a Coreia do norte Devemos lembrar que comandar países é parecido com empresas mas não é igual ser um grande empresário não implica em ser um bom presidente temos que pensar que a globalização foi algo que criamos não podemos simplesmente abandonar toda a cadeia de consumo e serviços e empresas que este sistema criou pois isso levaria uma falência total do sistema econômico mundial ao mesmo tempo está é minha opinião