O que pesou (e o que aliviou) no bolso do brasileiro em 2018

Números da inflação em 2018 mostram quais foram os alimentos e serviços que tiveram preços em disparada (e até alguns que caíram)

São Paulo – Tomate, cebola e gás estão cada vez mais caros, mas o alho e o seguro do carro até que estão mais em conta.

Este é o cenário que surge dos números da inflação fechada de 2018, divulgados nesta sexta-feira (10) pelo IBGE. No balanço geral, a taxa anual ficou em 3,75%.

É um pouco mais do que no ano anterior, mas ainda confortavelmente dentro da meta do governo – que era de 4,5%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para baixo (3%) ou para cima (6%).

Mas quem costuma ir ao supermercado ou usa determinados serviços sabe que o bolso pesou com alguns gastos específicos como plano de saúde e a energia elétrica. Veja os números:

8 alimentos que subiram dois dígitos no ano:

Variação em 2017 Alta em 2018
Tomate -4,23% 71,76%
Cebola -0,72% 36,71%
Batata-inglesa -3,91% 23,76%
Farinha de trigo -11,53% 18,10%
Frutas -16,52% 14,10%
Cenoura 18,24% 12,59%
Hortaliças 0,88% 10,79%
Macarrão -2,90% 10,53%

 

E 4 quedas relevantes na mesma categoria:

Variação em 2017 Queda em 2018
Feijão fradinho -32,42% -16,73%
Farinha de mandioca -3,93% -13,26%
Alho -22,50% -10,81%
Café moído 6,59% -8,22%

Alguns itens não-alimentícios também tiveram forte alta:

Variação em 2017 Queda em 2018
Gás veicular 8,19% 22,18%
Passagem aérea 3,09% 16,02%
Plano de saúde 13,53% 11,17%
Tinta 3,01% 9,20%
Energia elétrica residencial 10,35% 8,70%
Ônibus interestadual -0,36% 8,47%

Enquanto outros da mesma categoria tiveram uma queda relevante:

Variação em 2017 Queda em 2018
Seguro de veículo 7,19% -8,86%
Aparelho telefônico -6,59% -4,29%
Higiene pessoal 1,77% -3,22%

Mas em sempre os itens que mais encareceram são aqueles que fazem maior pressão na inflação. Isso porque a tinta, por exemplo, não é tão central para as famílias quanto a energia elétrica.

Veja quais foram as 6 maiores pressões sobre a inflação no ano:

Alta em 2017 Impacto em 2017 Alta em 2018 Impacto em 2018
Plano de saúde 13,53% 0,48 p.p. 11,17 0,44 p.p.
Energia elétrica residencial 10,35% 0,35 p.p. 8,70 0,31 p.p.
Gasolina 10,32% 0,41 p.p 7,24 0,31 p.p.
Cursos regulares 8,37% 0,25 p.p. 5,68 0,18 p.p.
Ônibus urbano 4,04% 0,11 p.p. 6,32 0,17 p.p.
Empregado doméstico 6,47% 0,27 p.p. 3,84 0,17 p.p.