Novo presidente do BNDES diz que tem “olhar para o futuro”

Rabello, atual presidente do IBGE, foi nomeado nesta sexta-feira para o comando do BNDES pouco depois da economista Maria Silvia Bastos renunciar

Rio de Janeiro – O novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o economista Paulo Rabello de Castro, afirmou que chegou ao comando do banco com a missão de olhar do “presente para o futuro” e de ajudar o empresariado industrial e a economia do país.

Rabello, atual presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi nomeado nesta sexta-feira para o comando do BNDES pouco depois da economista Maria Silvia Bastos Marques apresentar renúncia ao presidente Michel Temer.

“Estou indo para cumprir a missão institucional do banco, que é o crédito… a visão tem que ser pró-ativa, ou seja, olhar do presente para o futuro”, afirmou Rabello em entrevista à Reuters.

“Aceitei essa missão dada pelo presidente Temer, num momento difícil do país, para juntar pessoas, cumprir missão, melhorar o ambiente produtivo, principalmente para o machucado setor industrial brasileiro. O tema do BNDES é crédito e é disso que vamos tratar… vamos dar de forma criteriosa”, acrescentou.

De janeiro a abril, os desembolsos do BNDES acumularam queda de 15 por cento, para 21,4 bilhões de reais.

Questionado sobre a investigação dos mais de 8 bilhões de reais em financiamentos concedidos pelo BNDES ao grupo JBS, o novo presidente do banco de fomento afirmou que vai estudar a carteira do BNDES, inclusive o empréstimo à processadora de carne bovina.

“Não vejo porque ter um foco especial no passado. Meu colega Luciano Coutinho (antecessor de Maria Silvia no BNDES) merece todo meu respeito… não conheço o caso JBS. Vou ver a operação de crédito quando lá chegar.”

Ao comentar sobre Maria Silvia, Rabello afirmou que a ex-presidente do BNDES “trabalhou de forma caprichosa para dar a robustez que o banco precisa ter”.

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Comentários

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  1. Mario Baptista

    Espero que o novo presidente do BNDES ao olhar para o futuro não veja “presentes” via juros subsidiados e recursos do Tesouro para empresário corruptores. O esquema adotado pelos governos petistas foi a maior transferência de renda dos mais pobres para os mais ricos que já se viu neste país. O Tesouro toma recursos e paga juros SELIC (nós, os contribuintes, quem de fato pagamos), repassa para o BNDES que por sua vez “doa” aos empresários “amigos” com taxas abaixo da inflação. Foi um crime oficialmente sancionado pelo Lula e a Dilma. Disse o Mantega (operador do esquema), que foram transferidos mais de R$ 400 BILHÕES! A Bolsa Família é fichinha perto disso. Nós contribuintes honestos somos trouxas, não é?