Nova safra de grãos do Brasil pode crescer 4,5%, diz ministro

Segundo o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, a safra poderá atingir 170 milhões de toneladas

Cuiabá – A nova safra de grãos e oleaginosas do Brasil (2012/13) poderá atingir 170 milhões de toneladas, o que representaria um crescimento de 4,5 por cento ante a produção estimada para a temporada 2011/12, disse o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho.

O ministro não detalhou como seria esse crescimento, em entrevista a jornalistas em Cuiabá, capital do maior produtor de soja do Brasil, o Mato Grosso.

A ser confirmada a expectativa do ministro, o Brasil teria um novo recorde de produção, superando o registrado na temporada passada (2010/11), quando o país produziu 162,8 milhões de toneladas, segundo dados do Ministério da Agricultura.

Na safra 2011/12, com algumas colheitas sendo encerradas, o Brasil deve produzir 162,6 milhões de toneladas.

O Ministério da Agricultura ainda não realizou estimativa de produção para a próxima safra (2012/13). Mas alguns analistas acreditam que o plantio de safras como a soja, por exemplo, deverá apresentar forte crescimento na nova temporada, uma vez que os preços estão favoráveis.

O Imea, órgão ligado aos produtores do Estado de Mato Grosso, já prevê um crescimento de cerca de 5 por cento na área plantada com soja em 2012/13 -o plantio deve começar em meados de setembro.


Mendes Ribeiro participou na noite de quinta-feira da abertura de uma feira agropecuária em Cuiabá e nesta sexta-feira inaugura o Centro de Pesquisa da Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop, polo produtor de grãos a 504 km de Cuiabá.

Ele ainda indicou que os mecanismos de apoio ao escoamento da safra, como os leilões de Prêmio de Escoamento de Produto (Pep) e de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro), deveriam ser desestimulados pelo governo.

O ministro avalia que o governo precisa substituir os prêmios de apoio por uma política nacional de armazenagem.

Para o ministro, os leilões de Pep e Pepro, idealizados como forma de compensar a deficiência logística em importantes regiões produtoras, são sempre a “forma mais cara para o Estado”.

A primeira unidade da Embrapa em Mato Grosso, com inauguração nesta sexta-feira, teve aporte de 16 milhões de reais e contará com 24 laboratórios multiusos em uma área de 612 hectares, com experimentos de integração lavoura-pecuária-floresta e foco na agricultura de baixa emissão de carbono e indicadores de sustentabilidade.