Natal terá menos lembrancinhas e mais roupas e acessórios

Pesquisa feita pela Fecomercio-RJ mostrou que aumentou o número de pessoas que pretendem comprar presentes no final do ano

Rio de Janeiro – Pesquisa nacional divulgada hoje pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) mostra que o número de brasileiros com intenção de comprar presentes neste Natal é o maior dos últimos três anos. E as famosas lembrancinhas, presentes mais baratos, estão sendo substituídas por roupas e acessórios, mais caros.

A pesquisa, feita em mil residências de 70 cidades do país, incluindo nove regiões metropolitanas, revela que 57% dos consumidores estão dispostos a presentear neste Natal, contra 54% em 2010 e 46% em 2009. O gasto médio dos consumidores com presentes para parentes e amigos também deve aumentar este ano 25% em termos reais, em relação ao ano passado. O valor subiu de R$ 205 em 2010 para R$ 257.

Na avaliação do economista da Fecomércio-RJ Christian Travassos, o mercado formal de trabalho explica a maior disposição do brasileiro de gastar com presentes. “A carteira assinada faz diferença nesse momento”, disse à Agência Brasil.

Ele esclareceu que esse movimento não tem a ver apenas com o maior poder aquisitivo da população ou com a segurança do emprego, mas, também, com o acesso ao crédito. São, para ele, “oportunidades que a formalização do mercado de trabalho permite ao brasileiro na tomada de financiamento, no uso de cartão de crédito, entre outras modalidades de financiamento”.

A intenção de compra é maior (75%) entre os consumidores das classes de poder aquisitivo mais alto (A e B). Seguem-se a classe C, com 55%, e as classes D e E (37%).

A pesquisa destaca que, pela primeira vez, as lembrancinhas ficaram em segundo plano por parte dos consumidores que querem presentear neste Natal. A intenção de compra de produtos de menor valor caiu de 54%, no ano passado, para 42%. Já a intenção de comprar roupas e acessórios subiu um ponto percentual, atingindo 49%, com predominância nas classes A e B (54%) e C (48%).

O aquecimento do mercado de trabalho explica ainda a ampliação do número de pessoas com cartão de crédito. Em 2007, de acordo com sondagem da federação fluminense, 20% da população brasileira tinha o dinheiro de plástico. Este ano, o número subiu para 31% da população com mais de 16 anos. “[O cartão de crédito] é algo novo para uma parcela significativa da população brasileira mas, ao mesmo tempo, já causa um impacto”, comentou o economista.