Bolsonaro: Moeda única é trava para aventuras socialistas no continente

Para o presidente, o Brasil tem mais a ganhar do que a perder com a união monetária e aproveitou para dizer que se "preocupa" com eventual volta de Kirchner

Rio —  O presidente Jair Bolsonaro respondeu nesta sexta-feira (07) as críticas do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que lançou dúvidas sobre a proposta de moeda única entre Brasil e Argentina.

Segundo Bolsonaro, Maia ou quem quer que seja pode criticar a ideia. Para o presidente, o Brasil tem mais a ganhar do que a perder com a união monetária. Ele disse que a moeda única pode travar aventuras socialistas na América do Sul.

Bolsonaro afirmou que a ideia de criar uma moeda única entre Brasil e Argentina, tratada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, em visita ao país vizinho na quinta-feira (6), poderia se estender a todos os países da América do Sul. Segundo Bolsonaro, ainda não há prazos para a implementação da medida.

Questionado se a proposta valeria apenas para Brasil e Argentina, o presidente respondeu: “Uma família começa com duas pessoas. O que o ouvi o Paulo Guedes dizer é que gostaria que outros países se preocupassem com isso, quem sabe, fazendo uma moeda única aqui na América do Sul. Essa seria a ideia”.

Bolsonaro disse esperar que o Mercosul consiga fechar ainda este ano um acordo comercial com a União Europeia. E demonstrou preocupação com uma possível eleição de Cristina Kirchner no próximo pleito presidencial argentino.

“Obviamente existe uma preocupação de todos que são amantes da democracia e da liberdade dos destinos que porventura a Argentina possa tomar”, disse durante cerimônia de formatura de sargentos da Marinha, no Rio de Janeiro.

O presidente afirmou ainda que “não existe bem maior para um povo do que sua liberdade e sua democracia” e defendeu a possibilidade de todos galgarem a função, o cargo ou a função ao qual se propuseram e lutaram por ela. Todos são honrados no Brasil, sem exceção. O Brasil mudou e mudou para melhor”, disse Bolsonaro, em discurso de pouco menos de quatro minutos.