Modelo atual de concessões já bateu no teto, diz FGV

Para o economista Armando Castelar, coordenador de pesquisa no Ibre, há excessiva politização das agências reguladoras, o que reduz segurança para investidor

Rio – O modelo de concessões do governo Dilma Rousseff tem pouco fôlego para avançar, afirmou nesta quarta-feira, 24, Armando Castelar, coordenador de pesquisa econômica aplicada do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Na análise de Castelar, o Brasil ainda precisa afastar o medo da privatização no setor.

Para o economista, há uma excessiva politização das agências reguladoras, o que reduz a segurança para o investidor.

Em sua visão o governo vem tentando compensar essa insegurança regulatória com a concessão de juros subsidiados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), mas esse modelo já “bateu no teto”.

“Se o medo da privatização acabou? Acho que vai depender muito de quem ganhar (as eleições) porque você tem um modelo no governo atual que não vai sobreviver no ano que vem”, disse durante fórum de infraestrutura.

Castelar pregou ainda um maior número de Parcerias Público-Privadas (PPPs) e menos ruídos na esfera institucional, isto é, no relacionamento entre as diferentes instâncias de governo.

O presidente da Invepar, Gustavo Rocha, minimizou problemas com as agências, mas destacou a necessidade de uma melhora no planejamento dos projetos de infraestrutura, já que os erros acabam afetando o custo dos projetos.

“Há uma série de amarras que atrapalham esses investimentos: a legislação ambiental, o Ministério Público, desapropriações.

O planejamento é fundamental para minimizar isso”, disse durante o evento.