“Mini Davos” discute futuro da América Latina em SP

ÀS SETE - A capital paulista recebe nesta terça-feira a 13ª edição do Fórum Econômico Mundial para a América Latina de 2018

Terá início nesta terça-feira o Fórum Econômico Mundial para a América Latina de 2018, chamado também de “mini Davos”. A 13ª edição do evento acontece até quinta-feira em São Paulo, no hotel Grand Hyatt.

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É a segunda vez que a cidade recebe o congresso. O Rio de Janeiro também sediou o evento em uma oportunidade. O tema dos painéis será “América Latina em um momento decisivo: construindo uma nova narrativa”.

A organização espera a presença de 750 lideranças globais e regionais para debater a nova conjuntura latino americana. O assunto é próprio ao momento.

Ainda que as reformas estruturais na economia tenham afundado, o governo de Michel Temer (MDB) inseriu novo ideal na política econômica brasileira. Além disso, o país é protagonista, como presidente do grupo, em negociações do Mercosul com a União Europeia e com o Canadá.

Os vizinhos vivem momento parecido. A Argentina, do presidente Mauricio Macri, teve chancelada no ano passada a agenda reformista tanto com a eleição no Congresso, em que o grupo Cambiemos saiu vencedor nas urnas, como pela aprovação da reforma da Previdência do país.

No Chile, neste domingo, tomou posse Sebastián Piñera, eleito com a promessa de “reativar a economia” chilena. Em sua posse, estavam outros chefes de Estado de viés parecido: além de Temer e Macri, Enrique Peña Nieto, do México, Pedro Pablo Kuczynski, do Peru, e Lenín Moreno, do Equador.

O fórum fala sobre superar barreiras econômicas, da “integração de agendas” e da “indústria 4.0”, ou a quarta Revolução Industrial, em momento que os Estados Unidos discutem justamente uma sobretaxa ao aço e alumínio importados – grande desafio para alguns dos latinos que exportam grandes volumes ao país.

Uma particularidade: o evento servirá de palanque eleitoral a Geraldo Alckmin (PSDB). Em poucos metros quadrados, terá à disposição uma enormidade de empresários e investidores para convencer de que ele é a melhor alternativa ao mercado nas eleições de outubro.