Meta é transformar País em potência pesqueira, diz Dilma

Presidente destacou que o País tem 8 mil quilômetros de costa marítima e que as reservas de água doce no País representam 13% da reserva mundial

Brasília – A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira que um dos objetivos de seu governo é criar condições objetivas para transformar o imenso potencial pesqueiro do Brasil em atividade econômica competitiva e lucrativa. “Nossa ambição é transformar o Brasil em potência pesqueira”, disse a presidente durante cerimônia de lançamento do Plano Safra da Pesca e Aquicultura no Palácio do Planalto.

Dilma destacou que o País tem 8 mil quilômetros de costa marítima e que as reservas de água doce no País representam 13% da reserva mundial. “Temos um verdadeiro mar interno, feito de reservatórios, açudes, em praticamente todas as nossas bacias hidrográficas, é como se fôssemos não só um grande acesso ao mar, mas um grande mar de água doce”, ressaltou. Apesar desse potencial, no ranking da produção mundial, o Brasil ocupa o 23º lugar na pesca e o 17º na aquicultura. “Esse descompasso entre o nosso potencial, dada às nossas condições naturais e ao dinamismo da atividade da pesca e aquicultura, pretendemos rompê-lo”, disse.

O Plano Safra da Pesca e Aquicultura prevê investimentos de R$ 4,1 bilhões para expandir a aquicultura, modernizar a pesca e fortalecer a indústria e o comércio pesqueiro. A meta é produzir 2 milhões de toneladas anuais de pescado até 2014. “Recursos não vão faltar se esses recursos forem gastos de forma produtiva e efetiva. Vamos fortalecer a atividade pesqueira no Brasil”, afirmou a presidente. “As linhas de crédito do Pronaf agora também irão contemplar os pescadores”, acrescentou.

A presidente enfatizou que, durante o processo de elaboração do plano da pesca, o mais importante foi ganhar a consciência da valor desse setor. Segundo ela, tomar consciência dessa importância é fundamental para que “mudemos a realidade”. “Eu acredito que o que nós ganhamos de mais estratégico nesse processo foi a consciência da importância desse setor, esse setor de aquicultura e pesca. Nós quem? Nós, governo, e nós, cada vez mais, sociedade”.

Ações

Entre as ações previstas no plano, haverá liberação de linhas especiais de crédito, com juros menores,, prazos de carência maiores e ampliação dos limites, assistência técnica e extensão rural a 120 mil famílias de pescadores e aquicultores.

Com o plano, o governo também pretende resgatar 100 mil famílias da linha da pobreza. Segundo o ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella, hoje metade dos pescadores brasileiros depende do Bolsa Família. O País tem, de acordo com o ministro, cerca de 1 milhão de pescadores.