Meirelles pretende aprovar três grandes reformas em 2017

"Se nós não tivermos esse cronograma de reformas aprovado de maneira rigorosa, poderemos ter problemas", disse o ministro em evento em São Paulo

São Paulo – O ministro da Fazenda Henrique Meirelles disse que a intenção é de votar três grandes reformas econômicas em 2017.

Elas são, na ordem, a trabalhista, a da previdência e a tributária. As duas primeiras já estão em conversas avançadas e a última ainda não tem muitos detalhes e deve ficar para o segundo semestre.

“Se nós não tivermos esse cronograma de reformas aprovado de maneira rigorosa, poderemos ter problemas”, respondeu a uma pergunta sobre possíveis riscos para a retomada da economia.

As declarações foram dadas no encerramento do evento Itaú Macro Vision em São Paulo na tarde desta terça-feira.

O ministro notou que a agenda estava “muito tomada” e citou um encontro na parte da manhã no Palácio da Alvorada com “250 a 300 deputados” sobre a reforma da Previdência.

Sua avaliação foi de que houve avanços e mais cedo, o ministro disse que de 70 a 80 por cento do texto original do governo seria mantido.

Isso apesar do governo ter aceitado reduzir a idade mínima de aposentadoria das mulheres, algo que o ministro já havia afirmado estar fora da pauta.

A leitura do relatório do projeto, que estava prevista para hoje, foi adiada para a manhã da quarta-feira.

O ministro também citou reformas microeconômicas que estão na pauta, como de Lei de Falências, Cadastro Positivo, Alienação Fiduciária e Duplicata Eletrônica.

Outras medidas têm como meta reduzir o tempo necessário para uma empresa pagar impostos de 2600 horas para menos de 600 horas por ano, assim como reduzir o prazo necessário para abertura e fechamento de uma empresa de 101 dias para 3 dias (usando São Paulo como referência).

A previsão do ministro é que o crescimento no último trimestre de 2017 esteja no patamar de 2,7% em relação ao mesmo período de 2016.

Ele não quis adiantar possíveis mudanças na meta de inflação para os próximos anos, que serão decididas em reunião do Conselho Monetário Nacional em junho.