Meirelles e Ilan: o desafio de debater o futuro do Brasil na OCDE

ÀS SETE - O ministro da Fazenda e o presidente do BC se reúnem com o secretário-geral da organização - grupo dos países mais ricos do mundo

Nesta quarta-feira, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, se encontram com o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, para debater o futuro do Brasil no grupo dos países mais ricos do mundo.

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A partir das 10 horas da manhã, Angel Gurría apresentará um relatório econômico do Brasil, em que vai apontar a situação dos preços de transferência para fins de tributação, além de avaliar o potencial do Brasil para se alinhar com as regras de tarifação da OCDE.

A relação entre o Brasil e a organização é de longa data. Desde 1990 o país se relaciona om a organização, e, em 2015, os dois assinaram um acordo de cooperação mútua. Em maio do ano passado, o Brasil formalizou seu pedido de entrada na organização.

Os países-membros da OCDE são responsáveis por 62% do PIB global e por dois terços dos negócios internacionais, além de possuir uma espécie de “selo de qualidade”, que estimula investimentos internacionais e consolida algumas reformas econômicas. Ou seja, ter um lugar garantido no clube é um privilégio que muitos países querem ter.

A participação do país no grupo que hoje conta com 35 membros, porém, significaria o sacrifício e a alteração em algumas legislações e a modificação de sistema tributário brasileiro.

Relações trabalhistas e de direitos humanos também contam como quesito para a admissão de um país na Organização. Junto com o Brasil, cinco países entraram com pedidos de candidatura (Argentina, Bulgária, Croácia, Peru e Romênia), e três estão em processo de integração (Colômbia, Costa Rica e Lituânia).

O abandono da pauta reformista, e as preocupação eleitorais de Meirelles, o grande embaixador da importância de entrar na OCDE, certamente não ajudam o pleito brasileiro.