MDIC vê manutenção de expansão tanto de exportação como de importação

No primeiro semestre, exportações somaram US$ 113,834 bi, maior resultado desde 2013. Já as importações totalizaram US$ 83,779 bi, maior valor desde 2015

Brasília – A recuperação da economia brasileira e o aumento das importações levaram o saldo comercial no primeiro semestre do ano a cair 17%. Ainda assim, o valor, de US$ 30,044 bilhões, foi o segundo maior da história, abaixo apenas do registrado no ano passado, quando foi de US$ 36,210 bilhões.

“Estamos mantendo o crescimento tanto das exportações como das importações com a retomada da economia”, afirmou o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Jorge.

No fim de maio e início de junho, o comércio brasileiro com outros países foi reduzido por conta da greve dos caminhoneiros. “Com a recuperação da economia, o saldo em 2018 seria menor do que o de 2017 independentemente da greve dos caminhoneiros”, ponderou o ministro.

O ministro destacou o aumento na compra de bens de capital, de 53% no primeiro semestre, o que demonstra uma perspectiva de aumento na produção industrial.

Em junho, o País registrou o 11º mês consecutivo de crescimento nas importações desses produtos. Jorge ressaltou ainda o recorde no primeiro semestre nas exportações de minério de ferro, soja em grão e farelo e celulose.

No primeiro semestre, as exportações somaram US$ 113,834 bilhões, o maior resultado para o período desde 2013. Já as importações totalizaram US$ 83,779 bilhões, o maior valor desde 2015.

O secretário de Comércio Exterior, Abrão Neto, ressaltou que a alta nas exportações no primeiro semestre (5,7%) foi puxada pela venda de produtos manufaturados, que subiu 9,1% no período, enquanto básicos aumentaram 4,6% e semimanufaturados, 0,5%.

“Temos competitividade em alguns produtos importantes da nossa pauta de manufaturados, como aviões, máquinas e equipamentos e setor automotivo. É reflexo desse empenho exportador que vem crescendo ao longo dos anos”, afirmou.

Para o secretário, a alta recente do câmbio ainda não se reflete no aumento das exportações, porque, como se trata de contratos de longo prazo, há um atraso nesse impacto. “O aumento das exportações é a continuidade do que vínhamos observando desde 2017”, completou.

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