Maersk Line reduz previsão para PIB do Brasil em 2014

Empresa já previa desaceleração da economia brasileira no segundo semestre, mas esperava que primeira metade do ano teria um desempenho melhor que o verificado

São Paulo – Além de reduzir a projeção de crescimento no Brasil, a Maersk Line revisou de 2,5% para menos de 2% a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2014.

A empresa já previa uma desaceleração da economia brasileira no segundo semestre, mas esperava que a primeira metade do ano teria um desempenho melhor que o verificado até o momento.

A previsão de alta de 2,5% do PIB foi feita quando a companhia aguardava crescimento do comércio por contêineres no Brasil entre 5% e 6%, agora revisado para 4%.

Segundo relatório da Maersk Line divulgado nesta terça-feira, 10, as exportações e importações de contêineres aumentaram 4,1% no primeiro trimestre em relação a igual período de 2013, quando a expectativa estava em linha com o que ocorreu no final de 2013 – o quarto trimestre apresentou alta de 8% sobre um ano antes.

“Já esperávamos um movimento do segundo semestre abaixo dos 4% e o primeiro trimestre do ano foi decepcionante”, afirmou diretor-geral da Maersk Line do Brasil, Peter Gyde.

Ele lembrou que importantes segmentos da indústria brasileira sofrem com aumento de estoques em 2014. É o caso dos produtores de eletrônicos e automóveis.

“Os estoques precisam ser reduzidos antes de novas importações de insumos para estes segmentos”, afirmou.

A Maersk Line reduziu em 20% a capacidade de seus navios que operam rotas no Brasil no segundo semestre ao não vislumbrar aumento no comércio exterior em agosto e setembro, quando tradicionalmente varejistas aumentam a demanda por conta do Natal.

Gyde e o diretor Comercial da companhia, Mario Veraldo, acreditam que o Natal de 2014 terá um comportamento “modesto” em comparação aos anteriores.

Entre os fatores que contribuem para a perspectiva de desaceleração da atividade econômica brasileira no segundo semestre, conforme a Maersk Line, estão redução da demanda do consumidor, greves em diferentes setores de serviços públicos, eleição e Copa do Mundo e risco de racionamento de energia.