PIB da Argentina deve ter uma alta de apenas 0,1% no trimestre

O número deve refletir uma recuperação mais difícil do que a inicialmente prevista pelo presidente Mauricio Macri

Enquanto o Brasil mostrou um crescimento econômico de 1% no primeiro trimestre, a vizinha Argentina deve mostrar números ainda piores nesta quarta-feira. A expectativa é de que o PIB do país tenha uma alta de 0,1% no primeiro trimestre em comparação com os três meses anteriores. Já na comparação com o mesmo período de 2016, o resultado deve ser uma queda de 0,5%.

Os números refletem uma recuperação mais difícil do que a inicialmente prevista por Mauricio Macri, quando assumiu a presidência em dezembro de 2015. A inflação do país continua em alarmantes 24% (ante os 30% do fim de 2015) e a taxa de desemprego está em 9,2%. Algumas das reformas de Macri destinadas a reduzir o déficit e incentivar o investimento, incluindo deixar o peso flutuar e cortar os subsídios, aprofundaram a recessão ao destruir o poder de compra dos consumidores.

A frustração popular com essas políticas cresceu ao longo deste ano e os protestos se espalharam pelo país. O desenvolvimento da economia neste ano é fundamental para o governo Macri, que está de olho nas eleições legislativas que acontecerão no país em 22 de outubro. Na ocasião, seu partido Cambienos buscará ampliar sua presença no Congresso para aprovar as medidas de Macri sem depender tanto da negociação com outros partidos. O governo argentino se apoia cada vez mais nos dados econômicos para seguir em frente, algo que soa bastante familiar para o brasileiro.

Comentários

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  1. Mas as reformas de austeridade NÉRA para fazer a Argentina retomar o crescimento? É a mesma conversa que estão jogando aqui com essas reformas mal feitas.

  2. ViP Berbigao

    Ué… lá a concentração de riqueza com as reformas não deram certo? Então o ‘mercado’ vai ‘tentar’ as mesmas coisas no Brasil? Todos vão morrer afogados na mediocridade. Reformas só se for para distribuir a riqueza e com isso aumentar o consumo e a economia, nunca para concentrar riqueza nas mãos do sistema financeiro e tributos em governos corruptos. Obama optou por reduzir impostos dos assalariados. Aqui lullão optou por isentar empresas em troca de $$$…. É incrível como o interesse partidário sempre vem em primeiro lugar. Políticas de distribuição de renda mediante favores sufragais… essa é a lógica aqui… idiotas…