Leilões não afastam investidores, afirma Zimmermann

"Nossos leilões não afastam investidores, o que acontece é que 3 ou 4 empresas cujos contratos vão acabar não entraram na disputa", afirmou secretário-executivo

Brasília – O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Zimmermann, refutou nesta quarta-feira, 19, as críticas de que houve falta de energia no leilão A-1 de dezembro do ano passado porque o modelo oferecido pelo governo não teria sido atrativo o suficiente.

Ele jogou a responsabilidade para as empresas que não quiseram renovar antecipadamente as concessões de geração e também se recusaram a entrar no leilão de fornecimento para este ano, num ataque velado à Cesp, à Cemig e à Copel.

“Nossos leilões não afastam investidores, o que acontece é que 3 ou 4 empresas cujos contratos vão acabar não entraram na disputa”, afirmou durante audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados.

“Essas companhias sabiam que as concessões iriam acabar. Não existe concessão eterna”, completou. A frustração de cerca de 3.300 megawatts (MW) médios no leilão A-1 do fim de 2013 obrigou as distribuidoras a comprarem essa energia no mercado de curto prazo, a preços bem superiores aos dos contratos oferecidos no certame.

Esse buraco nas contas das empresas levou o governo a anunciar um pacote bilionário para o setor na semana passada, que inclui a realização de um novo leilão emergencial marcado para o dia 25 de abril.

Márcio Zimmermann disse que o governo está otimista com o resultado do leilão de compra de energia que será realizado para resolver o problema das distribuidoras de energia. O leilão está marcado para o dia 25 de abril e os prazos dos contratos devem variar de 5 a 8 anos. “As conversas sobre o leilão A-0 são animadoras”, afirmou.

O secretário disse ainda que o governo está monitorando de perto os níveis dos reservatórios devido ao que ocorreu em janeiro e fevereiro, quando as chuvas ficaram muito abaixo do esperado.

Zimmermann acrescentou que o parque térmico do País tem condições de suprir a demanda de energia que as hidrelétricas não conseguirem fornecer.

“Provavelmente as térmicas continuarão gerando no ano, se não houver mudança no clima”, afirmou, dando indícios de que as térmicas permanecerão acionadas durante o ano todo, assim como em 2013.