Juros de curto e médio prazos fecham em alta com ata do Copom

Documento confirmou a expectativa trazida pelo comunicado, em torno de mais um corte da Selic em 0,25 ponto porcentual na reunião de maio

São Paulo – Os juros futuros fecharam a sessão regular desta terça-feira 27, em alta nos contratos de curto e médio prazos e perto dos ajustes anteriores nos vencimentos longos, refletindo a mensagem da ata do Comitê de Política Monetária (Copom).

O documento confirmou a expectativa trazida pelo comunicado, em torno de mais um corte da Selic em 0,25 ponto porcentual na reunião de maio, mas reduziu as apostas de que o ciclo de queda pudesse continuar em junho e levar a taxa para 6%. Os contratos de longo prazo refletiram, ainda, a alta do dólar, que chegou à casa dos R$ 3,33.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 encerrou em 6,240%, de 6,214% no ajuste de ontem, e a do DI para janeiro de 2020 subiu de 7,04% para 7,07%.

O DI para janeiro de 2021 encerrou com taxa de 7,97%, de 7,95% ontem no ajuste. O DI para janeiro de 2023 terminou em 8,97%, de 8,96% no ajuste anterior.

A ata repetiu o comunicado, ao dizer que o Copom vê como apropriado – neste momento – um corte adicional na taxa básica, como forma de mitigar o risco de postergação da convergência da inflação rumo às metas.

O documento informa que houve consenso no Copom de que a evolução da conjuntura, do cenário básico e do balanço de riscos tornou clara a necessidade de um ajuste da política monetária em relação ao movimento que havia sido sinalizado como mais provável na reunião anterior, que era de encerramento do ciclo de cortes.

O BC informou ainda que essa visão para a próxima reunião poderá se alterar e levar à interrupção do processo de flexibilização monetária, no caso de essa mitigação de riscos se mostrar desnecessária.

Para junho, a ata justifica que o horizonte relevante para a política monetária já estará majoritariamente concentrado no ano de 2019. “Tendo em vista o cenário básico do Copom, o balanço de riscos e as defasagens e incertezas associadas ao processo de transmissão da política monetária, o Comitê concluiu que, àquela altura, deverá se mostrar apropriado interromper o processo de flexibilização monetária”, enfatiza o documento.

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