Juros ao consumidor e empresas caem em setembro, diz Anefac

Para pessoa física, a média das taxas interrompeu uma sequência de 15 meses de elevação

São Paulo – Após mais de um ano de altas seguidas, as taxas de juros das operações de crédito caíram em setembro ante agosto, mostra pesquisa da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) divulgada nesta quinta-feira, 9.

Para pessoa física, a média das taxas interrompeu uma sequência de 15 meses de elevação, ao cair de 6,08% ao mês para 6,06%. Já para empresas, a taxa baixou de 3,44% para 3,43%, pondo fim a 12 meses de altas seguidas.

Em nota à imprensa, o coordenador da pesquisa e diretor executivo da Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira, atribuiu as reduções a três fatores. O primeiro foi a interrupção da elevação da taxa básica de juros (Selic), aliada à sinalização do Banco Central (BC) de que ela vai permanecer inalterada nos próximos meses.

Os outros dois fatores são a estabilidade nos índices de inadimplência e as medidas anunciadas recentemente pelo BC para redução dos depósitos compulsórios.

Para os próximos meses, a associação prevê que as taxas de juros das operações de crédito não devem ser alteradas, na medida em que a tendência é de a Selic ser mantida no período.

“A não ser que, eventualmente, por conta da piora no cenário econômico, a inadimplência venha a ser elevada – o que levaria as instituições financeiras a subir suas taxas de juros mesmo em um ambiente de manutenção da taxa básica de juros”, pondera a Anefac em nota.

A instituição pondera que outro fator a ser considerado e que eventualmente poderá provocar redução nas taxas de juros está relacionado ao fato de o Banco Central ter reduzido os compulsórios. Na avaliação da Anefac, isso poderá provocar alguma redução dos juros nas operações de crédito.

Linhas de crédito

Para pessoa física, das seis linhas de crédito pesquisadas, quatro tiveram taxas de juros reduzidas em setembro: juros do comércio (de 4,68% para 4,63%), CDC de bancos para financiamento de veículos (1,81% para 1,79%), empréstimo pessoal em bancos (3,47% para 3,44%) e empréstimo pessoal em financeiras (de 7,32% para 7,26%). Uma se manteve estável: cartão de crédito rotativo (10,78%).

Já para pessoa jurídica, das três linhas pesquisadas, duas tiveram as taxas de juros reduzidas no mês: desconto de duplicatas (de 2,55% para 2,54%) e conta garantida (de 5,89% para 5,88%). A taxa de capital de giro ficou estável em 1,88%.