Investimento estrangeiro bate recorde com aquisições

A estimativa do BC para 2017 é de US$ 75,0 bilhões de IDP, uma estimativa considerada conservadora pelos próprios analistas da instituição

Brasília – O Investimento Direto no País (IDP) bateu recorde em janeiro e somou US$ 11,528 bilhões, o melhor resultado para o mês da série histórica do Banco Central, que teve início em 1995.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 17. A estimativa do BC para 2017 é de US$ 75,0 bilhões de IDP, uma estimativa considerada conservadora pelos próprios analistas da instituição.

Compras de ativos no setor elétrico movimentaram o investimento estrangeiro no Brasil.

No acumulado dos últimos 12 meses até janeiro deste ano, o saldo de investimento estrangeiro ficou em US$ 85,001 bilhões, o que representa 4,66% do Produto Interno Bruto (PIB).

O montante é mais que suficiente para cobrir a necessidade de financiamento externo do período, que somou US$ 61,201 bilhões (3,35% do PIB) nos 12 meses até janeiro de 2017.

Segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, o início do ano normalmente não é um momento favorável para entrada de IDP no País.

No entanto, a conta foi favorecida por “algumas operações no setor de eletricidade”.

“Tivemos aquisições no setor elétrico, mais de uma operação. Essas operações ficaram concentradas no setor, mas alguns outros segmentos também se destacaram com IDP, com montantes acima de US$ 1 bilhão”, comentou.

Este foi o caso, conforme os números do BC, de produtos químicos (US$ 1,203 bilhão).

“É importante ter em perspectiva que o IDP nos últimos anos se manteve em patamar relativamente alto. Em 2016, tivemos US$ 78 bilhões, um patamar elevado”, citou Maciel.

“O Brasil segue sendo um país de mercado grande, atrativo, com bons fundamentos”, acrescentou, lembrando que o quadro, considerando o IDP, é confortável para financiar transações correntes.

“Oportunidades se apresentam em diversos setores no Brasil”, disse Maciel, destacando investimentos diretos feitos nos últimos anos em áreas como serviços, eletricidade, comércio, saúde e automóveis.

“O programa de concessões dos últimos anos também contribuiu para entrada de recursos”, disse.