Intenção de consumo de duráveis deve continuar em queda

Além dos juros, a CNC considera que também a inflação deve prejudicar as vendas daqui em diante

Rio de Janeiro – As perspectivas para o comércio de bens duráveis seguirão negativas neste ano, segundo a assessora econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) Juliana Sarapio. Em junho, a intenção de compra de duráveis caiu 38,4% na comparação anual.

E, diante da tendência de continuidade do ciclo de alta da Selic nos próximos meses, o esperado é que o índice permaneça caindo, afirmou a economista.

Além dos juros, a CNC considera que também a inflação deve prejudicar as vendas daqui para frente. Por isso, revisou a projeção de desempenho do comércio neste ano de -0,4% para -1,1%. “Na verdade, a projeção anterior estava muito otimista”, disse Juliana. O porcentual diz respeito à Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Existe uma visão pessimista para os próximos seis meses”, acrescentou a economista da CNC. Até mesmo os quesitos relativos ao emprego, que têm contribuído positivamente na formação do índice de Intenção do Consumo das Famílias (ICF), tendem a piorar, de acordo com a confederação.

A perspectiva é de que entrem na zona negativa em breve. “O número de vagas está caindo e vai se refletir nos quesitos relativos ao emprego”, afirmou.

Pesquisa de consumo da CNC divulgada nesta quinta-feira, 18, revelou a segunda queda consecutiva na intenção de consumo das famílias, na comparação anual. Em junho, a queda foi de 23,8%.