Inflação varejista no IPC-M acumula alta de 6,05%

Hoje, a Fundação Getúlio Vargas anunciou o IGP-M - sendo que o IPC-M representa 30% do total do índice

Rio de Janeiro – A inflação junto ao consumidor medida pelo IPC-M acumula alta de 6,05% em 12 meses até janeiro, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Hoje, a FGV anunciou o IGP-M – sendo que o IPC-M representa 30% do total do índice.

A aceleração na taxa do IPC-M, de dezembro para janeiro (de 0,71% para 0,97%) foi provocada por acréscimos nas taxas de variação de preços em três das sete classes de despesa pesquisadas. O destaque ficou com o avanço de preços em Educação, Leitura e Recreação (de 0,44% para 3,33%), pressionado por cursos formais 5,50% mais caros, no período. As outras classes de despesa que também apresentaram avanço em suas taxas de variação de preços foram Alimentação (de 1,24% para 1,47%) e Transportes (de 0,53% para 0,76%).

Em contrapartida, houve desacelerações de preços em Vestuário (1,10% para 0,04%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,64% para 0,48%), Despesas Diversas (de 0,37% para 0,27%) e Habitação (de 0,38% para 0,32%).

Entre os produtos pesquisados no varejo, as altas de preço mais expressivas em janeiro foram registradas em tomate (19,87%); curso de ensino superior (4,36%); e tarifa de ônibus urbano (1,61%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em limão (-30,24%); leite tipo longa vida (-1,32%); e passagem aérea (-6,39%).

Já a inflação atacadista apurada pelo IPA-M acumula em 12 meses alta de 3,48% até janeiro segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O IGP-M tem participação de 60% do atacado. Os preços dos produtos agrícolas acumulam aumento de 2,98% em 12 meses no setor atacadista. Já os preços dos produtos industriais registraram elevação de 3,67% em 12 meses.

Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais subiram 3,74% em 12 meses. Por sua vez, os preços dos bens intermediários tiveram aumento de 2,86% em 12 meses. Já os preços das matérias-primas brutas acumularam elevação de 4,01% em 12 meses, até janeiro.

Entre os produtos pesquisados, as altas de preços mais expressivas no atacado em janeiro foram registradas em soja em grão (3,37%); milho em grão (5,21%); e mandioca – aipim (15,08%). Já as mais expressivas quedas de preço, no atacado, em janeiro, foram apuradas em minério de ferro (-5,44%); aves (-7,47%); e bovinos (-3,52%).