Inflação na China desacelera em janeiro mesmo com nervosismo

Índice de preços ao produtor no país avançou 4,3 por cento em janeiro sobre o ano anterior

Pequim – A inflação ao produtor e ao consumidor na China desacelerou como esperado em janeiro, mesmo com a queda dos mercados acionários globais por temores de que as pressões de preços estão lentamente aumentando nos Estados Unidos e na Europa.

Uma moderação na inflação chinesa sustentaria a visão de que a segunda maior economia do mundo está aos poucos começando a perder força após o crescimento acima do esperado de 6,9 por cento em 2017.

Mas dados da China no início do ano precisam sempre ser tratados com cautela devido a distorções provocadas pelas celebrações do Ano Novo Lunar, que em 2017 caiu no final de janeiro mas começa em meados de fevereiro neste ano.

A inflação ao produtor na China desacelerou pelo terceiro mês seguido em janeiro e um pouco mais do que o esperado, mostraram dados oficiais divulgados nesta sexta-feira, sugerindo que o forte crescimento dos lucros no ano passado no setor industrial pode começar a desaparacer.

O índice de preços ao produtor avançou 4,3 por cento em janeiro sobre o ano anterior, resultado mais fraco em 14 meses e ante 4,9 por cento em dezembro.

Analistas esperavam alta de 4,4 por cento, citando altas mais fracas de matérias-primas e produtos acabados como aço.

Na base mensal, os preços ao produtor avançaram 0,3 por cento em janeiro, menos da metade do ritmo visto no mês anterior.

A inflação ao consumidor no país também enfraqueceu para o ritmo mais fraco desde julho de 2017.

O índice de preços ao consumidor subiu 1,5 por cento sobre o ano anterior, em linha com as expectativas e sobre 1,8 por cento em dezembro, informou a Agência Nacional de Estatísticas.

Na comparação mensal, o índice subiu 0,6 por cento em janeiro.