Inflação e desemprego preocupam consumidor, diz CNI

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) de março atingiu o menor valor desde junho de 2009

Brasília – As expectativas em relação à inflação e ao desemprego continuam a afetar a confiança do consumidor, de acordo com o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), divulgado nesta segunda-feira, 31, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Em março, o Inec se manteve inalterado em relação a fevereiro, com 108,8 pontos, o menor valor desde junho de 2009. Em março de 2013, o indicador havia alcançado a marca de 114,3 pontos. Em janeiro deste ano, eram 113,9 pontos.

Cinco dos seis componentes do índice pioraram em relação ao mês anterior e ante março de 2013: inflação, desemprego, renda pessoal, situação financeira e endividamento. Somente o item “compras de bens de maior valor” avançou.

As expectativas do consumidor em relação à inflação foram as que mais pioraram, com recuo de 3,5%, considerando que foram 95,9 pontos em março, ante 99,4 pontos, em fevereiro. Foi a quarta queda mensal consecutiva. Em relação ao desemprego, a queda foi de 3,2%, com o índice de 113,7 pontos em março, ante 117,4 pontos, em fevereiro, o segundo recuo mensal consecutivo.

Em relação à renda pessoal, a queda foi de 1%, considerando 110,5 pontos em março ante 111,6 pontos, em fevereiro. Esses três indicadores consideram o horizonte dos próximos seis meses.

Em relação à situação financeira, a queda foi de 1,6% (107,7 pontos, em março; ante 109,5 pontos, em fevereiro). Para o endividamento, o recuo foi de 0,3%, considerando 103,9 pontos, em março, frente a 104,2 pontos em fevereiro.

Esses dois indicadores consideram a situação atual, comparada com os três meses anteriores. Já o item compras de bem de maior valor subiu 5,6%, chegando a 115,7 ponto em março, ante 109,6 pontos, em fevereiro.

O Inec é realizado em parceria com o Ibope Inteligência. Neste mês, 2.002 pessoas foram entrevistadas entre os dias 14 e 17 de março, em todo o País.