Inadimplência recua 4,0% em setembro, diz Boa Vista

No acumulado dos nove primeiros meses do ano, a inadimplência entre os consumidores cresceu 2,4%

São Paulo – O indicador de inadimplência do consumidor apurado pela Boa Vista avançou 4,0% em setembro em relação a agosto, na série com ajuste sazonal, segundo dados nacionais da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito).

Em relação ao mesmo mês do ano passado, a alta foi de 1,3%.

No acumulado dos nove primeiros meses do ano, a inadimplência entre os consumidores cresceu 2,4% e, nos 12 meses encerrados em setembro de 2014, a variação da inadimplência ficou positiva em 2,1%, ambos ante o igual período de 2013.

“A previsão é de que a maior seletividade das empresas concedentes de crédito, o desaquecimento gradual do mercado de trabalho e as taxas juros mantenham até o fim do ano esta mesma dinâmica da inadimplência”, diz a nota.

Com os fatores que influenciam o indicador mostrando estabilidade, a instituição destaca que a projeção da inadimplência para este ano é de 2,5%. No mês passado, o valor médio real das dívidas foi de R$ 1084,75, com ajustes estatísticos.

Regiões

Na análise geográfica, houve redução da inadimplência em todas as regiões na passagem de agosto para setembro, já descontados os efeitos sazonais.

A região Nordeste teve queda de 6,0%; na Norte e na Centro-Oeste, a retração foi de 4,4%; no Sudeste, a diminuição foi de 3,7%; e na região Sul, de 1,8%.

Apesar da queda registrada na margem, no acumulado em 12 meses, houve alta da inadimplência em quatro das cinco regiões: Centro-Oeste (7,2%), Sul (7,1%), Nordeste (4,9%) e Norte (2,8%). No Sudeste, houve leve queda, de 0,6%.

Varejo

A abertura do indicador indica que houve recuo da inadimplência no varejo em todas as bases de comparação. Em setembro de 2014 ante setembro de 2013, a queda foi de 22,2%.

No acumulado do ano, a retração foi de 11,5%, e, em 12 meses, de 10,7%, ambos sobre iguais períodos do anterior. Já na margem, descontados os efeitos sazonais, a inadimplência entre os consumidores caiu 4,9%.