IBGE: serviços de informação têm maior receita do setor

Empresas do segmento registraram a maior receita operacional líquida entre as companhias prestadoras de serviços não financeiros

Rio de Janeiro – As empresas de “serviços de informação e comunicação” registraram a maior receita operacional líquida entre as companhias prestadoras de serviços não financeiros, de acordo a Pesquisa Anual de Serviços, referente a 2009, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O montante foi de R$ 214,4 bilhões.

Já as companhias de “serviços de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio” arrecadaram R$ 208,4 bilhões em receita, enquanto as de “serviços profissionais, administrativos e complementares” somaram R$ 188,3 bilhões. Juntas, as três atividades foram responsáveis por 82,1% da receita operacional líquida total das empresas de serviços em 2009.

No segmento dos “serviços de informação e comunicação”, a atividade de “tecnologia da informação” destacou-se em relação ao número de empresas (67,3%), de pessoas ocupadas (49,6%) e ao total de salários, retiradas e outras remunerações pagos (50,1%).

No grupo dos “serviços profissionais, administrativos e complementares”, a média de pessoal ocupado foi de 14 pessoas por empresa, com destaque para os serviços de “seleção, agenciamento e locação de mão de obra”, que apresentaram média de 137 pessoas ocupadas, os “serviços de investigação, vigilância, segurança e transporte de valores”, com 136 pessoas e os “serviços para edifícios e atividades paisagísticas”, com 79 pessoas.

Já no segmento de “serviços de transporte, serviços auxiliares aos transportes e correio”, a atividade de “transporte rodoviário” destacou-se com a maior participação em todas as variáveis investigadas: número de empresas (80,5%); pessoal ocupado (67,0%); receita operacional líquida (53,8%); e salário (50,8%).

Entre as empresas de “atividades imobiliárias”, as empresas de “compra e venda de imóveis próprios” se destacaram na receita operacional líquida (67,0%) e no número de empresas (53,6%), além de apresentarem o maior salário médio (3,5 salários mínimos) e a maior produtividade (R$ 178,5 mil).

No segmento de “serviços de manutenção e reparação”, a atividade de “manutenção e reparação de veículos” teve a maior participação na receita operacional líquida (49,6%), salários (52,5%), pessoal ocupado (58,4%) e número de empresas (58,9%). Suas 53.587 empresas auferiram R$ 6,0 milhões de receita operacional, ocuparam 229,2 mil pessoas e pagaram R$ 2,1 milhões em salários.

No grupo “outras atividades de serviços”, os “serviços auxiliares financeiros, dos seguros e da previdência complementar” apresentaram o maior número de empresas (67,9%), a maior massa de salários pagos (54,9%), a maior receita operacional líquida do segmento (63,3%), uma média mensal de 4,9 salários mínimos e uma produtividade média de R$ 114,0 mil anuais por trabalhador.