Guedes elogia ideia de PEC paralela para incluir estados na Previdência

Para ir ao Senado, onde Estados e municípios devem voltar para o texto, reforma da Previdência ainda precisa ser aprovada no segundo turno da Câmara

O ministro da Economia, Paulo Guedes, elogiou na terça-feira, 16 a possibilidade de que o Senado Federal crie uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) separada para incluir Estados e municípios na legislação da nova Previdência. Isso evitaria que a reforma tenha que voltar para a Câmara dos Deputados, alongando o tempo de tramitação e aumentando o risco de que mais modificações sejam feitas.

Guedes afirmou que a inclusão de estados e municípios geraria economia de R$ 350 bilhões. “Nós estamos falando do Brasil, não é só da União. Se voltam R$ 350 bilhões via Senado, isso é bom para o Brasil, porque Estados e municípios também participam desse ajuste que o sistema previdenciário precisa. Temos que esperar e eu confio no Congresso”, disse em entrevista à imprensa.

Guedes completou: “Agora vai entrar em campo o Senado, que tem a possibilidade não apenas de ratificar esta vitória, como também de estender e dar uma nova dimensão, que poderia ser Estados e municípios”.

Nesta terça, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu que todos os governadores de Estado colaborem para a proposta de emenda constitucional (PEC) paralela que deve ser apresentada no Senado como saída para reincluir Estados e municípios na reforma da Previdência.

A ideia da PEC paralela tem ganhado força e, por meio dela, o Senado colocaria Estados e municípios na reforma, remetendo depois essa proposta de forma fatiada para a Câmara para apreciação, sem comprometer a PEC da reforma da Previdência.

“A gente vai precisar que o PT, PSB, PDT, PCdoB possam ajudar a aprovar a PEC paralela, senão vai acabar tendo obstrução de alguns pelos mesmos motivos que nós tivemos que tirar Estados e municípios da PEC da Previdência encaminhada pelo governo”, afirmou Maia, que reuniu-se hoje informalmente com deputados para debater a pauta do segundo semestre da Câmara.