Greve no IBGE impede divulgação de desemprego de julho

Os dados referentes ao mercado de trabalho das regiões do Rio de Janeiro e de Salvador sobre o desempenho de julho foram coletados, porém não analisados

Rio de Janeiro – A greve parcial dos funcionários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) impediu a divulgação da taxa média de desemprego de julho nesta quinta-feira. O indicador de junho também não havia sido divulgado pela mesma razão.

Os dados referentes ao mercado de trabalho das regiões do Rio de Janeiro (RJ) e de Salvador (BA) sobre o desempenho de julho foram coletados, porém não analisados. Por isso, o IBGE optou por informar apenas os resultados de quatro das seis regiões metropolitanas que compõem o indicador.

“A coleta dos dados destas regiões (Rio de Janeiro e Salvador) foi realizada, mas o volume de informações disponíveis para as etapas de apuração, crítica e análise foi insuficiente para o fechamento dos resultados na data prevista no calendário de divulgação, devido à paralisação dos servidores do IBGE”, informou o órgão por meio de nota.

Por enquanto, o IBGE não tem previsão de quando divulgará as taxas dos dois últimos meses.

A paralisação dos servidores do órgão faz parte de um movimento maior de greves dos servidores públicos. No caso do IBGE, os funcionários pedem, entre outros, a atualização da tabela de salários e reformulação do plano de carreira.

A região do Rio de Janeiro, a segunda mais importante da pesquisa de desemprego atrás apenas de São Paulo (SP), representa cerca de 20 por cento da amostra.

Parciais

Os dados parciais mostram que a taxa de desemprego em São Paulo caiu para 5,7 por cento em julho, ante 6,5 por cento em junho. Em Porto Alegre (RS) houve redução para 3,8 por cento, ante 4,0 por cento em junho.

Belo Horizonte (MG) registrou uma taxa de desemprego de 4,4 por cento em julho, levemente inferior aos 4,5 por cento no mês anterior. Já a região de Recife (PE) foi a única que mostrou uma taxa de desemprego maior no período, de 6,5 por cento, frente aos 6,3 por cento vistos antes.


O IBGE informou ainda que, em julho passado, o rendimento médio real do trabalhador caiu nas regiões metropolitanas de Recife (-3,5 por cento), Belo Horizonte (-1,8 por cento) e São Paulo (-1,1 por cento) quando comparado com junho. Na região metropolitana de Porto Alegre, a estimativa ficou estável.

Na comparação anual, todas as regiões metropolitanas tiveram acréscimo do rendimento médio real.

O baixo nível de desemprego e o aumento da renda ajudavam na recuperação da economia brasileira, afetada pela crise internacional.