Greve de setor aéreo na França provoca novos cancelamentos

Este é o quarto e último dia de greve dos trabalhadores do transporte aéreo, que protestam contra um projeto de lei para regular as paralisações

Paris – Vários voos foram cancelados nesta quinta-feira de forma imprevista nos aeroportos franceses como consequência do quarto e último dia de greve dos trabalhadores do transporte aéreo, que protestam contra um projeto de lei para regular as paralisações.

A gestora dos aeroportos de Paris (ADP) informou pouco depois das 9h local (6h de Brasília) que 18 voos que sairiam do terminal Roissy Charles de Gaulle foram cancelados.

A Air France, a companhia aérea mais afetada pela greve, reconheceu que ocorreram ‘algumas anulações de última hora’, embora a porta-voz consultada pela Agência Efe tenha dito que não podia detalhar um número preciso de voos.

Na quarta-feira, a Air France contabilizou cerca de 30 conexões canceladas, além das anulações que já haviam sido programadas para dar conta do impacto do protesto.

A companhia aérea esperava operar nesta quinta-feira 65% de seu programa habitual de conexões de longa distância e 75% das de curta e média, apontou a porta-voz.

A representante também antecipou que nesta sexta-feira, apesar da greve estar concluída, ‘ainda haverá algumas perturbações’ devido aos ajustes necessários, e podem ocorrer alguns atrasos.

Segundo uma primeira estimativa da Air France, a greve está custando entre 8 e 10 milhões de euros ao dia, sobretudo pelas obrigações com passageiros dos voos cancelados (reembolsos e trocas de avião, alojamento em hotéis, etc).

Nesta sexta, o governo francês deve se reunir com os representantes dos pilotos para tentar desativar o protesto e evitar que se repita.

Os sindicatos que convocaram a paralisação querem que o Executivo conservador volte atrás no projeto legislativo que está em tramitação parlamentar que procura instituir a obrigação de que os trabalhadores das companhias aéreas declarem que vão fazer greve com 48 horas de antecedência.

Trata-se de reproduzir o sistema que já está em vigor nas ferrovias e no transporte urbano, para que as companhias possam ajustar seus programas um ou dois dias antes em caso de greve e informar seus clientes. EFE