“Gesto mais forte foi o veto”, diz Dilma sobre royalties

A presidente afirmou que não pode fazer mais nada para convencer o Congresso a manter os vetos ao projeto que altera as regras de divisão dos royalties do petróleo

Moscou – A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (13) que não pode fazer mais nenhum gesto para convencer o Congresso a manter os vetos ao projeto que altera as regras de divisão dos royalties do petróleo. “Não há gesto mais forte que o veto. Que todos votem de acordo com a sua consciência”, declarou em Moscou.

Os parlamentares deverão analisar o assunto na próxima semana e existe a possibilidade de que modifiquem as decisões adotadas por Dilma. “O funcionamento da democracia é assim”, disse. A presidente defendeu os vetos, ressaltando que eles “garantem a distribuição plena dos ganhos do petróleo para todos os brasileiros e brasileiras de todos os Estados”.

Dilma observou que sua posição levou em conta o respeito a contratos e a necessidade de aumentar os investimentos em educação. “Só vamos ser um país plenamente em desenvolvimento quando tivermos uma educação de qualidade no Brasil. Para isso precisamos de recursos”, defendeu.

Segundo ela, o petróleo é um recurso finito, não renovável. “Tudo o que ganharmos do petróleo temos que deixar para a riqueza mais permanente, que é a educação que cada um carrega.”

As declarações foram dadas em rápida entrevista da presidente no lobby do hotel onde está hospedada em Moscou. A presidente havia acabado de chegar de encontro com o primeiro-ministro da Rússia, Dimitri Medvedev, com quem discutiu questões bilaterais relacionadas ao comércio e a investimentos.

Dilma recebeu a promessa de que haverá uma solução “positiva” para os problemas relativos à importação de carne brasileira. “Ele não me comunicou ainda qual a decisão final, mas considera que os produtores brasileiros tomaram todas as medidas “.

A Rússia suspendeu em junho de 2011 a importação de carnes de três Estados – Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso.