G20 se reúne num país simbólico: a Argentina

O G20 se encontra em Buenos Aires, nesta segunda-feira, para discutir o “desenvolvimento justo e equitativo” do mundo

Os Ministros das Relações Exteriores do G20 se encontram em Buenos Aires, nesta segunda-feira, para discutir o “desenvolvimento justo e equitativo” do mundo.

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A reunião das maiores economias do mundo não poderia ocorrer em um local simbólico dos desafios econômicos globais. No início deste mês, o presidente da Argentina pediu um acordo de financiamento para o Fundo Monetário Internacional (FMI). O país enfrenta um grave cenário econômico, com aumentos consecutivos da taxa de juros e a desvalorização recorde da moeda nacional.

Como o problema econômico da anfitriã não pode ser deixado de lado, espera-se que a reunião aborde não somente o desenvolvimento dos países, mas discuta também a situação da Argentina e uma possível contaminação da crise para outras economias vulneráveis. Além da Argentina, outro país que estará no holofote da reunião será a Venezuela. A grave crise econômica do país e a eleição para presidente, que ocorreu neste domingo, também devem ser abordados pelos ministros das Relações Exteriores.

Os últimos encontros das potências mundiais têm sido marcados por temas polêmicos. Na reunião de abril, por exemplo, a tensão comercial entre Estados Unidos e China dominou o discurso dos países, que pediram mais diálogo para evitar práticas desleais do comércio global.

Como se as tensões não fossem suficientes, espera-se que o Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, se encontre com o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, após a reunião do G20, para discutir a relação entre os países. Estados Unidos e Rússia vêm fomentando um clima de Guerra Fria desde a interferência russa nas eleições americanas e que se agravou nas últimas semanas com o desembarque americano do acordo nuclear com o Irã, aliado dos russos no Oriente Médio. Irã e Israel chegaram a trocar mísseis na Síria, país em guerra que coloca russos e americanos em trincheiras opostas. Da China à Venezuela, passando pelo Irã, temas espinhosos não faltam em Buenos Aires.