Indicador de difusão do IPC-S atinge 74,78%, diz FGV

Esse resultado foi o maior para este tipo de indicador desde a primeira quadrissemana de fevereiro de 2003, quando havia alcançado o nível de 76,01%

São Paulo – O indicador de difusão do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) atingiu a marca de 74,78% na primeira quadrissemana do mês (últimos 30 dias terminados em 7 de janeiro), conforme divulgação feita hoje pelo pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Paulo Picchetti. O resultado foi o maior para este tipo de indicador desde a primeira quadrissemana de fevereiro de 2003, quando havia alcançado o nível de 76,01%.

A medida do indicador de difusão representa o porcentual de preços de itens em alta do IPC-S, que é coordenado por Picchetti e abrange sete capitais do País: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife. No fechamento de dezembro de 2011, o cálculo de difusão havia atingido o nível de 69,79%. Na primeira quadrissemana daquele mesmo mês (período de 30 dias encerrado em 7 de dezembro), alcançou a marca de 65,98%.

Para Picchetti, a forte alta do indicador de difusão mostra que o avanço de preços no índice inflação da FGV está disseminado neste início de 2012. “É um resultado significativo”, avaliou. “É óbvio que tem aquela correlação da difusão com o que acontece em Alimentação, já que este é o grupo mais numeroso em termos de itens. Mas, por outro lado, esses movimentos no grupo já aconteceram em outros momentos e o indicador de difusão está agora com um valor bem próximo do maior da série”, disse, referindo-se à marca de 78,72%, pertencente ao encerramento de janeiro de 2003.

O grupo Alimentação foi um dos destaques do IPC-S na primeira quadrissemana de janeiro de 2012. O conjunto de preços saiu de uma alta de 1,65%, no fechamento de dezembro de 2011, para um avanço de 1,92% na primeira leitura do mês seguinte. O IPC-S, por sua vez, saiu de uma taxa geral de 0,79% para 0,93% no mesmo período, alcançando o maior nível desde a terceira medição de maio de 2011, quando registrou variação de 0,96%.