FED pode sinalizar novo aumento de juros para dezembro

ÀS SETE - Em junho o banco levou pela 2ª vez no ano a taxa de juros do país e reforçou os planos de um novo aumento ainda em 2017

Passadas as bravatas de Donald Trump contra a Coreia do Norte, é dia de os investidores voltarem a olhar os fundamentos da economia nesta quarta-feira, quando termina mais uma reunião do FED, o banco central dos Estados Unidos.

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Um novo aumento da taxa de juros é improvável, mas o banco pode dar sinalizações de que caminha para um terceiro aumento no ano, possivelmente em dezembro.

Em junho o FED levou pela segunda vez no ano a taxa de juros do país, para o patamar entre 1% e 1,25%, e reforçou os planos de um novo aumento ainda em 2017.

Mas uma inflação renitentemente abaixo dos 2% fez um grupo de analistas projetar que os juros não seriam mais alterados.

Acontece que, na última semana, um relatório apontou aumento de 0,4% nos preços do varejo americano, o que pode servir como argumento para o tal terceiro aumento do ano.

No discurso da ONU, Trump voltou a destacar o recorde da bolsa de valores e o baixíssimo desemprego, na casa dos 4%, um dos menores da história do país, dois pontos frequentemente usados pelos defensores de novos aumentos de juros.

Na reunião de hoje o FED ainda deve dar detalhes de o que vai fazer com o portfólio de títulos avaliados em 4,5 trilhões de dólares.

Durante a crise iniciada em 2008, o Fed não apenas reduziu as taxas para perto de zero, mas também aumentou seu balanço em cerca de 3,5 trilhões de dólares com a compra de títulos do tesouro e títulos garantidos por hipotecas.

Os olhos também estarão em 2018. Por enquanto, as expectativas de mercado giram em torno de duas altas em 2018, mas o cenário pode mudar.

Com o mandato da presidente Janet Yellen chegando ao fim em fevereiro do próximo ano, algumas dessas questões devem ser respondidas somente pelo próximo presidente, indicado por Donald Trump.

Ainda assim, Yellen deve ser questionada se foi consultada por Trump sobre continuar no cargo. A hipótese, quase descartada há algumas semanas, vem ganhando força em Washington num momento em que Trump pode até falar grosso com Kim Jong-Un, mas não quer por nada deste mundo desagradar os investidores.