FecomercioSP: cresce intenção de consumo das famílias

A satisfação das famílias paulistanas com o item Acesso ao Crédito cresceu 2,6% em abril, atingindo o maior valor (161,6 pontos)

São Paulo – A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) cresceu 2% e atingiu 145,3 pontos em abril, informou nesta quarta-feira a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O ICF varia em uma escala de 0 a 200 pontos e demonstra otimismo quando atinge graduação acima de 100 pontos. O resultado do mês passado é significativo porque veio depois de um recuo de 5,2% em março. Na comparação com abril de 2011, a intenção de consumo das famílias cresceu 7,2%.

Segundo os técnicos da Federação, o destaque do IFC em abril ficou com os itens relacionados ao consumo. A Perspectiva de Consumo avançou 10,6% em relação a março e o Nível de Consumo Atual cresceu 9,8% na mesma comparação. No confronto com idêntico mês de 2011, os indicadores apresentaram expansão de 13,4% e 9,8%, respectivamente.

De acordo com a FecomercioSP, a satisfação das famílias paulistanas com o item Acesso ao Crédito cresceu 2,6% em abril, atingindo o maior valor (161,6 pontos) entre os avaliados pelo ICF. Para os analistas da FecomercioSP, “o ânimo dos consumidores se deve à soma de uma série de fatores, como o esforço do governo na redução de juros dos bancos, e também à tendência do Banco Central de baixar a Selic, medidas que barateiam o custo do dinheiro e beneficiam o consumo.”

Entre os itens que registraram queda no mês de abril, a principal variação negativa foi a de Perspectiva Profissional, com recuo de 3,7%. Na comparação com o mesmo período de 2011, houve aumento expressivo, de 13,8%. Com relação ao Emprego Atual, houve uma queda de 0,9% no mês passado, mas o item segue em nível elevado devido às baixas taxas de desemprego divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O grupo Renda Atual apresentou queda de 1,9% em abril ante março, sendo o segundo item mais bem avaliado pelas famílias. “A redução não representa sinal de alerta, uma vez que a inflação oficial já demonstra taxas mais comedidas e o nível de emprego segue elevado”, ponderam os economistas da Federação.