Expectativa para inflação sobe com maior pressão do dólar, segundo Focus

Na semana passada, o Banco Central optou pela manutenção da Selic em 6,5 por centro justificada pelo cenário externo

.São Paulo – Economistas de instituições financeiras elevaram suas projeções para a inflação na pesquisa Focus do Banco Central, com maior pressão dos preços administrados e do dólar mais caro.

A alta do IPCA foi calculada agora em 3,50 por cento em 2018 e em 4,01 por cento em 2019, respectivamente 0,05 e 0,01 ponto percentual a mais do que na semana anterior.

As projeções para os preços administrados foram elevadas a 5,40 por cento este ano, de 5,20 por cento antes, e a 4,50 por cento em 2019, de 4,44 por cento.

As contas para o dólar, por sua vez, subiram pela quinta vez seguida para este ano influenciadas pela forte alta recente – somente na semana passada, a moeda norte-americana ficou 3,85 por cento mais cara no Brasil. O levantamento do BC mostra agora que os economistas veem o dólar a 3,43 reais no fim de 2018 e a 3,45 reais em 2019, de 3,40 reais antes para ambos os anos.

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a mediana das projeções aponta para uma expansão de 2,50 por cento este ano, contra 2,51 por cento calculados antes, chegando a 3 por cento em 2019, cálculo inalterado.

Na semana passada, o BC optou pela manutenção da Selic em 6,5 por cento justificando que o cenário externo tornou-se mais desafiador e apresentou volatilidade, apesar de reconhecer que a atividade econômica do país perdeu força e o comportamento da inflação continua favorável. Também informou que, para as próximas reuniões, via como adequada a manutenção da taxa de juros.

O levantamento divulgado nesta segunda-feira ainda não refletiu essa decisão e segue mostrando a Selic a 6,25 por cento este ano já que era esperado um corte na semana passada. Para 2019, segue a expectativa de 8 por cento.

Entretanto o Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, já ajustou sua projeção e vê a taxa básica de juros a 6,5 por cento ao final deste ano, mantendo o cálculo de 7,5 por cento para o ano que vem.

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