Exército terá reforço da Marinha para o leilão de Libra

Em nota, o comando da operação afirmou ainda que o Exército "empregará os recursos operacionais militares necessários para garantir a realização do leilão"

Rio – O Comando Militar do Leste (CML), responsável pela segurança do leilão do Campo de Libra, anunciou nesta sexta-feira, 18, que as tropas do Exército serão reforçadas por integrantes da Marinha para um “patrulhamento ostensivo na faixa do litoral e nas vias do entorno” do hotel onde será realizado o certame, na segunda-feira, 21.

Em nota, o comando da operação afirmou ainda que o Exército “empregará os recursos operacionais militares necessários para garantir a realização do leilão”.

De acordo com o CML, trechos da praia também poderão ser interditados aos banhistas. Segundo o planejamento, a operação poderá montar postos de controle na área de atuação e que só serão permitidos acesso de cadastrados e moradores com comprovantes de residência.

O comunicado pede aos moradores que evitem a região no período, em função de retenções no tráfego. Ainda não estão definidos quais equipamentos da Marinha serão usados, nem o efetivo de cada corporação.

Conforme a nota, a operação terá caráter “episódico e temporário”, de acordo com o decreto de Garantia da Lei e da Ordem, publicado pelo governo federal a pedido do governo do Rio.

A área sob vigilância dos militares será delimitada pelas Avenida Lúcio Costa, Érico Veríssimo, Armando Lombardi, Canal de Marapendi e Afonso Arinos de Melo Franco (Alameda das Palmeiras).

A operação será iniciada à zero hora deste domingo, 20, e terá a duração de 24 horas. Ao todo, serão empregados 1.100 oficiais de segurança, entre militares e policiais federais, soldados estaduais, policiais civis, guardas-municipais e funcionários públicos.

Mais cedo, o ministro da Defesa, Celso Amorim, estimou em 700 militares envolvidos na operação. Na análise de Amorim, a situação é “excepcional”.

Sobre a avaliação de risco à realização do leilão e de violência em protestos programados por movimentos sociais contrários à licitação, ele afirmou que, “se não houvesse risco, não teriam nos chamado”.