Europeus preparam resposta ‘mais contundente’ à crise

O presidente americano, Barack Obama está pressionando para conseguir um grande acordo em favor do crescimento no G20

Los Cabos – Os líderes europeus estão trabalhando em uma resposta à crise econômica ”mais contundente” que o previsto inicialmente, que esperam divulgar na cúpula que realizarão em Bruxelas no final de junho, declarou nesta terça-feira um alto funcionário do governo americano.

”O marco que estão construindo, como nos descreveram, equivale a uma resposta mais contundente da que tinham contemplado até o momento”, explicou aos jornalistas em Los Cabos (México) o alto funcionário, sob condição de anonimato.

O presidente americano, Barack Obama, que está pressionando para conseguir um grande acordo em favor do crescimento no G20, se reuniu nesta terça-feira à margem da cúpula com os líderes europeus para abordar a crise na zona do euro e conhecer quais são os próximos passos a serem tomados para enfrentá-la.

Segundo o alto funcionário, Obama ”está muito envolvido” na busca de soluções à crise europeia, principal ameaça atual para a economia global.

”Ficamos motivados pelo que ouvimos dos líderes europeus hoje e pelo amplo enfoque que estamos vendo no mundo todo sobre a necessidade de fortalecer o crescimento econômico”, destacou o secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner.


A reunião com Obama teve a participação do presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, da chanceler alemã, Angela Merkel, do presidente francês, François Hollande, e dos primeiros-ministros da Itália, Mario Monti, e do Reino Unido, David Cameron, além dos presidentes do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, e da Comissão Europeia – órgão executivo da União Europeia (UE), José Manuel Durão Barroso.

Segundo informaram nesta terça-feira fontes da UE, Obama se mostrou nesta segunda-feira compreensivo com a situação que atinge a zona do euro e respaldou as medidas adotadas até o momento, esperançoso de que deem resultados.

Os europeus estão focados em medidas ”para que a Europa seja mais estável e para levar um pouco de calma aos mercados financeiros”, comentou o alto funcionário americano.

A Alemanha está desempenhando ”um papel muito construtivo” neste processo, é um país ”central” para solucionar os problemas da Europa, ”mas para que isso funcione todos os Estados têm que tomar decisões difíceis”, acrescentou.

A estratégia, de acordo com os EUA, tem de focar ”duas peças centrais”: o crescimento no curto prazo e algumas medidas de austeridade no longo prazo.