EUA anunciam sanções contra Venezuela e proíbem compra de bônus

As medidas não atingem os papéis já emitidos pelo país e negociados no mercado secundário de títulos

Washington – Os Estados Unidos aumentaram nesta sexta-feira a pressão sobre o governo de Nicolás Maduro, com o anúncio de sanções que proíbem a compra de novos bônus lançados pela Venezuela ou pela petroleira estatal PDVSA. As medidas não atingem os papéis já emitidos pelo país e negociados no mercado secundário de títulos.

A decisão restringe de maneira drástica a possibilidade da Venezuela de captar recursos no mercado para financiar sua dívida e aumenta o risco de um default. Mas elas não atingem as exportações de petróleo do país, que são sua principal fonte de recursos. Os EUA isentaram das sanções bônus da PDVSA com prazo inferior a 90 dias, o que permitirá a continuidade da comercialização de seus produtos. Também não serão atingidos os papeis soberanos com prazo menor que 30 dias.

As sanções atingem apenas dois títulos já existentes. Segundo a Casa Branca, esses papéis são detidos exclusivamente por entidades dentro da Venezuela e foram incluídos para evitar que o governo os usasse com o objetivo de contornar a proibição de compra de novos bônus por americanos.

“Essas medidas são cuidadosamente calibradas para negar à ditadura de Maduro uma fonte crítica de financiamento para manter seu poder ilegítimo, proteger o sistema financeiro dos Estados Unidos de cumplicidade com a corrupção da Venezuela e o empobrecimento do povo venezuelano e permitir assistência humanitária”, disse a nota divulgada pela Casa Branca.

Essas são as primeiras medidas dos EUA que atingem a economia do país e não determinados indivíduos ligados ao governo. Desde o início do ano, 30 autoridades venezuelanas foram alvo de sanções, que abrangeram o congelamento de eventuais bens que tenham sob jurisdição americana.

Comentários

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  1. “Governo” dos USA é asqueroso… canalhas ao extremo… tentam de todas as formas desestabilizar o Governo da Venezuela, a fim de apoderar-se das reservas petrolíferas da Venezuela – as maiores do mundo – avaliadas em 300 bilhões de barris. Sem essas reservas, a sionista máfia khazarian verá o afastamento do dólar como moeda de trocas internacionais e permitirá a ascensão de novas moedas para pagamento… seria o fim do império, que vive de “papel pintado” há mais de 80 anos, desde a criação do BIS… por coincidência, outro banco do Ratochild… assim como o FED… e mais centenas de grandes bancos em todo o mundo, juntamente com seus comparsas “banksters” – banqueiros + gangsters…

  2. Não, bolivariano “inteligente”, as sanções buscam perpetuá-lo eternamente no poder!