Embate entre EUA e China tem “alto risco, alta recompensa”, diz Kudlow

O conselheiro admitiu não saber como a rixa vai terminar, mas acredita que "cabeças mais frias vão prevalecer"

Washington – O conselheiro econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, afirmou nesta sexta-feira que está otimista com a possibilidade de os Estados Unidos evitarem um embate comercial mais amplo com a China.

Para Kudlow, a disputa tarifária entre Washington e Pequim é de “alto risco, alta recompensa”. O conselheiro admitiu não saber como a rixa vai terminar, mas acredita que “cabeças mais frias vão prevalecer”. “Eu vou permanecer otimista sobre isso. Eu espero que possa ser resolvido”, disse.

Assim como o presidente americano, Donald Trump, Kudlow acusou a China de roubar tecnologia e propriedade intelectual dos EUA e defendeu que uma postura mais agressiva em relação a Pequim já deveria ter sido adotada há muito tempo.

“Não podemos deixar eles (a China) continuarem fazendo isso. Eles estão roubando coisas por lá e estão tentando roubar coisas aqui. Isso não pode continuar”, disse.

“Dólar firme”

Kudlow defendeu uma política cambial que mantenha o dólar estável. “Manter a moeda firme. Manter o dólar firme. Ele não precisa subir 20% ou cair 20%”, afirmou.

Há cerca de um mês, no dia seguinte à confirmação pela Casa Branca de que seria nomeado para o cargo, o conselheiro econômico falou em entrevista à emissora americana CNBC que defende um dólar “sólido, estável”.

“Um grande país precisa de uma moeda forte”, afirmou na ocasião. “Eu não tenho razão para acreditar que (o presidente americano, Donald Trump) não defenda um dólar sólido, forte e constante”, disse, acrescentando que uma moeda forte “cria confiança interna”.

Naquela entrevista, Kudlow alegou também que, caso o dólar se enfraqueça muito, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) pode ter de elevar mais os juros.

Nafta

Sobre a renegociação do Tratado Norte-Americano de Livre-Comércio (Nafta, na sigla em inglês) com o México e o Canadá, Kudlow afirmou hoje que espera ter “anúncios positivos” no “futuro próximo”. (Dow Jones Newswires)