Em São Paulo, custo de vida aumenta mais para os mais pobres

No trimestre, custo de vida das classes mais baixas aumentou 5,10%; classes mais ricas tiveram aumento de 3,67%

O Índice do Custo de Vida (ICV) na cidade de São Paulo, calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mostra que os custos do dia a dia aumentam mais para os mais pobres. O índice divide os aumentos em três grupos, separados por extrato de renda. Quando os dados do primeiro trimestre são analisados, verifica-se que o grupo mais pobre tem um custo de vida com crescimento maior, de 1,73%. O estrato de renda intermediária teve aumento de 1,63%, e o de renda alta de 1,05%.

Ao analisar os últimos 12 meses, o fenômeno se repete: alta de 5,10% para o primeiro grupo, de 4,67% para o segundo e de 3,67% para o terceiro.

No mês de março, o grupo que engloba as famílias de menor renda teve aumento de 0,50%, de 0,60% no de renda intermediária e de 0,48% para o grupo de renda mais alta. A média dos três ficou em 0,54%.

O IVC calcula o aumento do custo de vida analisando os preços de 10 grupos, que incluem alimentação, transportes, recreação, despesas pessoais. Dentre eles, alimentação e transporte tiveram as maiores altas, com 1,36% e 1,26% respectivamente. As despesas pessoais foram um dos que tiveram queda, de -0,65%.

A taxa do grupo transporte foi puxada pelos reajustes de 1,02% da gasolina e de 8,13% do álcool combustível dentro subgrupo transporte individual. Dentro de despesas pessoais, gastos com higiene e beleza tiveram gastos 0,21% menores. Além desse subgrupo, a queda nos preços de alguns cigarros também puxaram as despesas pessoais para baixo.

Nos primeiros três meses, a inflação da cidade foi de 1,32% e no acumulado de 12 meses, de abril de 2018 a março de 2019, de 4,18%, maior que a média nacional.