Em nota, Ministério da Economia diz que PIB saiu do fundo do poço

Para Secretaria de Política Econômica do Ministério, 4º trimestre deve ter crescimento ainda melhor que os 0,6% divulgados nesta terça do 3º trimestre

Brasília — A secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia apontou nesta terça-feira que a economia saiu do “fundo do poço” e que deverá continuar com recuperação consistente no quarto trimestre deste ano, embalada pelas vendas da Black Friday e do Natal.

“A desaceleração da atividade econômica ficou para trás e a economia já está crescendo com maior vigor”, afirmou a SPE, em nota, após o IBGE divulgar que o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 0,6% no terceiro trimestre sobre o segundo, desempenho acima do esperado pelo mercado.

“O resultado divulgado hoje mostra o aquecimento da economia, que deverá ser reforçado no final deste ano. Desse modo, o Natal de 2019 deverá ser o melhor dos últimos anos”, acrescentou a secretaria.

Na avaliação da SPE, os indicadores disponíveis do último trimestre deste ano mostram “continuidade do movimento de recuperação consistente da economia brasileira”.

Para a secretaria, a confiança em alta e as melhores condições de emprego e crédito, num ambiente de inflação sob controle, sustentam essa visão.

A SPE também chamou a atenção para as vendas da Black Friday no final de novembro, com alta de 6,4% sobre igual período de 2018.

Considerando a alta do PIB entre julho e setembro, o carregamento estatístico foi calculado em 0,98% para este ano, o que significa que, se o PIB mantiver no quarto trimestre o mesmo nível do terceiro, a economia terá uma expansão de 0,98% neste ano, em linha com o patamar de 0,99% visto por economistas na última pesquisa Focus.

A SPE frisou que houve aceleração da retomada do crescimento, ratificando o aumento da confiança dos setores de serviços e varejo e dos consumidores que se iniciou após julho, momento de anúncio do Novo FGTS. As medidas nesse sentido contemplaram tanto a liberação de saques imediatos das contas do fundo neste ano, quanto uma mudança para instituir a possibilidade de saques anuais a partir do ano que vem.

“Destaca-se o crescimento robusto do investimento e a retomada do consumo das famílias, enquanto o gasto do governo retraiu novamente”, complementou a secretaria, destacando a tendência de crescimento do PIB privado em substituição ao PIB do setor público.