Economia da Croácia é como da Grécia: só encolhe desde 2008

Entrada na União Europeia é esperança para o primeiro adversário do Brasil na Copa, que entrou no sexto ano de recessão seguido

São Paulo – No campo, ainda não se sabe, mas na economia, pelo menos, a Croácia empalidece diante do Brasil.

O país de 4,2 milhões de habitantes tem um PIB de US$ 60 bilhões – 36 vezes menor que o brasileiro.

Desde que se tornou independente da União Soviética em 1991, a Croácia cresceu e apareceu no econômico e no social.

Na indústria, o país explorou seu potencial na construção de navios. Nos serviços, desenvolveu o turismo, que já responde por mais de 15% do PIB.

A história de sucesso foi interrompida, como muitas outras, pelo fantasma da crise financeira. A Croácia é, junto com a Grécia, o único país europeu que viu sua economia encolher todos os anos desde 2008.

O PIB do país é hoje 13% menor do que antes da crise e a pobreza aumentou oito pontos percentuais (de 10% para 18%). O desemprego atingiu uma taxa recorde de 17% – entre os jovens, é de 40%.

Mas há uma luz no fim do túnel. Em julho do ano passado, a Croácia se tornou oficialmente o 28º estado-membro da União Europeia.

Isso significa que a partir de agora, o país terá acesso a até 1,5 bilhão de euros por ano dos fundos de modernização da UE, que fizeram maravilhas em países como Portugal e Espanha.

O acordo não é tão bom quanto parece – afinal, a Croácia também vai precisar fazer reformas para se ajustar ao bloco (e de quebra, pagar 520 milhões de euros por ano para o orçamento da organização) – mas a perspectiva é que o crescimento volte em 2015, mesmo que pequeno.

Relação com o Brasil

O Brasil, pelo menos, não sentiu os reflexos da crise croata no comércio. Pelo contrário: nossas exportações para o país cresceram mais de 10 vezes entre 2000 e 2012 – de US$ 24 milhões para US$ 247 milhões. A crise não interrompeu o processo.

72% dessas exportações são de produtos básicos, principalmente açúcar in natura, responsável por mais da metade do valor total. As cidades mais beneficiadas pelo comércio desse produto acabam sendo Maceió (32,5%) e Maringá (16,5%).

Na outra direção, os números são bem mais tímidos. Em 2011, a Croácia exportou o equivalente a US$ 43 milhões para o Brasil. 40% foi em máquinas para o processamento de borracha e 31% foi em fibras artificiais. Os dados foram compilados pelo site DataViva.