É o melhor momento para se investir no Brasil, diz presidente do BNDES

Montezano apontou que país está no menor nível histórico de juros reais, de apenas 2% ao ano, situação que gera potencial de crescimento

O presidente do BNDES, Gustavo Montezano, avaliou que a combinação de avanços macro e microeconômicos no País, somados a mudanças no aspecto cultural, faz com que o Brasil viva o seu “melhor momento” para receber investimentos. A avaliação foi feita durante debate em painel no Fórum de Investimentos Brasil 2019.

Montezano apontou que o País está no menor nível histórico de juros reais, de apenas 2% ao ano, situação que gera um potencial de crescimento nunca antes explorado. “O Brasil é hoje um grande experimento. O menor juro da história e o crescimento do PIB de modo sustentável nos dão um cenário nunca visto antes no campo macroeconômico”, afirmou.

Já no campo microeconômico, o presidente do BNDES destacou que o País atravessa um conjunto de reformas com influências relevantes para diversos setores, como a da Previdência, a trabalhista, a tributária e a administrativa, contando, inclusive, com apoio dos congressistas. “É um bom momento para novos entrantes e para novos investimentos no País”, observou.

O presidente do BNDES observou ainda que um dos efeitos da força-tarefa da Lava Jato foi uma melhora no quadro de governança. “Seja no cenário público quanto privado, nunca vimos cenário de governança tão bom”, afirmou.

Investimentos em energia

Montezano disse que o BNDES pretende continuar com um papel importante no financiamento a projetos de energia no Brasil, além de atuar de outras maneiras no setor, como no apoio a privatizações de ativos estaduais.

“O BNDES, olhando para a frente, no setor de energia, vai continuar a ter o papel protagonista que ele sempre teve na história do desenvolvimento energético do Brasil”, afirmou no Fórum, onde classificou a instituição de fomento como “o maior financiador de energia limpa do mundo”.

Ele acrescentou que, além de atuar no crédito, o banco também vai apoiar a estruturação de projetos de venda de distribuidoras estaduais de gás natural, cuja desestatização o governo federal pretende incentivar por meio do programa Novo Mercado de Gás.

“Temos todo um rol de produtos… não só o crédito, como a gente faz hoje e vamos continuar fazendo. Não acabou o dinheiro do BNDES como se diz por aí”, brincou Montezano, destacando que o banco tem em paralelo se esforçado para atrair mais capital privado para financiamentos no Brasil.