Dieese: custo de vida diminui 0,34% em junho em SP

Foi o primeiro resultado negativo do índice desde fevereiro de 2008

São Paulo – O Índice do Custo de Vida (ICV) apresentou queda de 0,34% em junho na cidade de São Paulo, segundo informação divulgada hoje pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O resultado apurado representou uma desaceleração, de 0,38 ponto porcentual, ante a inflação verificada em maio, de 0,04%. Também foi o primeiro resultado negativo para o indicador desde fevereiro de 2008, quando houve baixa de 0,03%.

No primeiro semestre de 2011, o ICV acumulou elevação de 3,13%. Nos últimos 12 meses encerrados em junho, a taxa acumulada atingiu o nível de 6,82%.

De acordo com o Dieese, os grupos que mais colaboraram com a queda da inflação em junho foram Transporte, que mostrou recuo de 2,07%; e Alimentação, que teve baixa de 0,83%. Juntos, eles representaram um alívio de 0,57 ponto porcentual no cálculo da taxa de junho. Na outra ponta, Habitação, com alta de 0,71%, Despesas Pessoais (0,48%) e Saúde (0,26%) neutralizaram, em parte, a queda, já que tiveram impacto de 0,22 ponto porcentual no ICV.

Quanto aos demais grupos pesquisados pelo Dieese, também apresentaram elevação em junho os conjuntos de preço de Vestuário (0,66%), Despesas Diversas (0,63%) e Educação e Leitura (0,03%). No campo das quedas, Recreação mostrou recuo de 0,09% e Equipamento Doméstico apresentou baixa de 0,11%.

Na divisão por estrato de renda feita pelo Dieese, a deflação para a população de menor poder aquisitivo foi ligeiramente maior do que a registrada para a de maior renda na capital paulista em junho. Enquanto a queda média do indicador foi de 0,34% em São Paulo, o índice específico para os mais pobres registrou taxa negativa de 0,30% e o que engloba o custo de vida dos mais ricos recuou 0,29%.

O primeiro grupo corresponde à estrutura de gastos de um terço das famílias mais pobres (com renda média de R$ 377,49). O outro grupo reúne as famílias de maior poder aquisitivo (renda média de R$ 2.792,90). Um terceiro grupo, que contempla os gastos das famílias com nível intermediário de rendimento (renda média de R$ 934,17), foi o que apresentou deflação mais expressiva no período, de 0,45%. Em maio, os ICVs destes estratos de renda haviam registrado altas de 0,18%, de 0,01% e de 0,04%, respectivamente.