1 em cada 4 desempregados procura trabalho há pelo menos dois anos

Patamar é o maior desde 2012 e ajuda a explicar aumento de desalentados e informais; número equivale a 3,3 milhões de pessoas

No segundo trimestre do ano, 3,347 milhões de pessoas procuram trabalho há no mínimo dois anos. O contingente equivale a 26,2% dos desempregados e é o maior patamar para um trimestre desde 2012.

Os números são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (15) pelo IBGE.

O Instituto ressalta que esse contingente tem avançado com rapidez e segue em tendência de crescimento. Em um ano, houve acréscimo de 196 mil pessoas que estão à procura de emprego há dois anos ou mais. Esse total era de 1,435 milhões de pessoas em 2015

Uma das explicações, segundo o IBGE, é a dificuldade da inserção no mercado de trabalho a partir do início da crise econômica, no fim de 2014.

“A proporção de pessoas à procura de trabalho em períodos mais curtos está diminuindo, mas têm crescido nos mais longos”, avalia a analista da PNAD Contínua, Adriana Beringuy.

A dificuldade crescente em ingressar no mercado ajuda a explicar os 4,9 milhões de desalentados (aqueles que desistiram de procurar emprego) no segundo trimestre. Bahia e Maranhão são os estados onde se concentram a maior parte de pessoas com esse perfil.

Esse contexto também influencia a informalidade, destaca o IBGE.

Há atualmente no Brasil 19,4 milhões de trabalhadores por conta própria sem CNPJ, 11,5 milhões de empregados sem carteira assinada e 873 mil de empregadores sem CNPJ.

Pessoas de 14 anos ou mais em busca de trabalho

Taxa de desemprego

Os dados divulgados nesta quinta-feira mostram que a taxa de desemprego no país caiu em 10 dos 27 estados brasileiros no segundo trimestre de 2019 em comparação com o primeiro.

No período, a taxa geral ficou em de 12%. No primeiro trimestre, a taxa era de 12,7% e no segundo trimestre de 2018, de 12,4%.

As maiores taxas foram observadas na Bahia (17,3%), Amapá (16 9%) e Pernambuco (16%) e as menores em Santa Catarina (6%), Rondônia (6,7%) e Rio Grande do Sul (8,2%).

Em São Paulo, o desemprego recuou de 13,5% no primeiro trimestre para 12,8% no segundo trimestre do ano.

“A proporção de pessoas à procura de trabalho em períodos mais curtos está diminuindo, mas têm crescido nos mais longos”, destacou por meio de nota a analista do IBGE Adriana Beringuy.

São Paulo

A taxa de desocupação no Estado de São Paulo recuou de 13,5% no primeiro trimestre para 12,8% no segundo trimestre do ano. A taxa de desocupação no total do País no segundo trimestre de 2019 foi de 12,0%, ante 12,7% no primeiro trimestre. No segundo trimestre do ano passado, a taxa de desocupação era de 12,4%.

Na passagem do primeiro para o segundo trimestre do ano, a taxa de desemprego caiu de forma estatisticamente significativa em dez das 27 unidades da federação. As maiores taxas de desemprego foram registradas na Bahia (17,3%), Amapá (16,9%) e Pernambuco (16,0%). As menores taxas foram observadas em Santa Catarina (6,0%), Rondônia (6,7%) e Rio Grande do Sul (8,2%).