Desaceleração no 2º tri deixa Brasil em posição mediana no ranking mundial

Levantamento feito pela Austin Rating leva em consideração a estimativa do Banco Central para o Produto Interno Bruto brasileiro

São Paulo

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A desaceleração no segundo trimestre deixa o Brasil em uma posição intermediária no ranking mundial de crescimento econômico.

A pedido de EXAME.com, o economista-chefe da agência de classificação de risco Austin Rating, Alex Agostini, fez um levantamento que mostra que o país teve a 16ª maior expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em um grupo de 30 países (veja ranking na próxima página).

Como o dado oficial referente ao segundo trimestre só será divulgado pelo IBGE no dia 2 de setembro, Agostini utilizou o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que é visto pelo mercado como um indicador capaz de antecipar o PIB.

O IBC-Br registrou alta de 3,2% entre abril e junho em comparação com o mesmo período de 2010. “Esse resultado mostra um desaquecimento da economia brasileira causado pelo aperto nos juros desde o início do ano e pelas medidas de restrição ao crédito adotadas ainda no fim de 2010”, explica o economista da Austin Rating.

O primeiro lugar ficou com a China, mas o que mais chama a atenção é o fato de que oito das dez primeiras colocações são ocupadas por países emergentes da Ásia e por nações do leste da Europa.

“Esses países do leste europeu têm economias menores que sofreram muito com a crise em 2009. Agora, eles têm se destacado num momento em que os países mais ricos enfrentam sérias dificuldades”, diz Alex Agostini.


Na ponta inferior da tabela, estão alguns países que integram os combalidos Piigs (acrônimo de Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha) e o Japão, que ainda sofre os efeitos do terremoto.

Outro dado interessante é que apenas três países (Áustria, Letônia e Vietnã) tiveram um ritmo de crescimento maior no segundo trimestre do que no primeiro trimestre, sempre na comparação com o mesmo periodo de 2010.

Consequentemente, a média de expansão do PIB desses 30 países perdeu o fôlego, passando de 3,9% no primeiro trimestre para 3,0% no segundo trimestre.

É preciso salientar que vários países importantes como Canadá, Suíça, Turquia, Paquistão, Argentina, Colômbia, Egito, Arábia Saudita, Islândia, Irlanda, Luxemburgo, Nova Zelândia, Peru, Filipinas, África do Sul e Eslovênia ainda não divulgaram a variação do PIB no segundo trimestre. Esse ranking será atualizado pela Austin Rating e publicado novamente por EXAME.com no dia 2 de setembro, quando sair o resultado oficial do Brasil.

Ranking País 2º tri 2011 / 2º tri 2010 1º tri 2011 / 1º tri 2010
Elaboração: Austin Rating
China 9,5% 9,7%
Estônia 8,4% 8,5%
Indonésia 6,5% 6,5%
Lituânia 6,1% 6,9%
Vietnã 5,7% 5,4%
Letônia 5,7% 3,1%
Suécia 5,3% 6,4%
Hong Kong 5,1% 7,2%
Taiwan 4,9% 6,5%
10º Áustria 4,1% 4,0%
11º Malásia 4,0% 4,6%
12º Finlândia 3,7% 5,5%
13º Eslováquia 3,4% 3,5%
14º Coreia do Sul 3,4% 4,2%
15º Israel 3,4% 6,8%
16º Brasil
3,2% (IBC-Br)
4,2% (IBGE)
17º Alemanha 2,8% 5,4%
18º Bélgica 2,5% 3,0%
19º República Techa 2,4% 2,8%
20º Estados Unidos 1,6% 2,3%
21º França 1,6% 2,2%
22º Holanda 1,5% 2,8%
23º Hungria 1,5% 2,2%
24º Cingapura 0,9% 8,3%
25º Itália 0,8% 1,0%
26º Reino Unido 0,7% 1,8%
27º Espanha 0,7% 0,8%
28º Portugal -0,9%
-0,6%
29º Japão -1,0%
-1,0%
30º Grécia -6,9%
-4,8%
média 30 países
3,0%
3,9%