Custeio de ensino superior público é insustentável, diz MEC

A secretária-executiva do MEC ressaltou que o próximo governo, a ser eleito no ano que vem, deverá se deparar com uma situação insustentável

São Paulo – O ensino superior público federal já absorve mais de 50 por cento do orçamento anual do governo federal para educação, mas o custeio do sistema é insustentável, afirmou nesta quinta-feira a secretária-executiva da pasta, Maria Helena Guimarães de Castro.

“O grande problema é a folha de pagamento que cresce, enquanto os recursos para custeio diminuem”, disse ela durante o Fórum Nacional do Ensino Superior Particular (FNESP), em São Paulo. De acordo com ela, os números de matrículas quase dobraram de 2009 para 2016, para 1,2 milhão de alunos, com a implementação do Reuni (Reestruturação e Expansão das Universidades Federais) pelo então ministro da Educação, Fernando Haddad.

“Com a multiplicação de campi, as folhas de pagamento praticamente triplicaram e o custeio quase quadruplica de 2009 para cá”, afirmou Maria Helena.

A secretária-executiva do MEC ressaltou que o próximo governo, a ser eleito no ano que vem, deverá se deparar com uma situação insustentável. “Deixaremos um relatório com sugestões e esperamos que consigam resolver”, disse ela sem dar detalhes.

Segundo ela, o governo desembolsa quase 53 bilhões de reais com o custeio de universidades, instituições e escolas técnicas federais, fora bolsas e hospitais universitários.

Em 2017, o orçamento do MEC foi elevado à 139 bilhões de reais, ante 129 bilhões de reais em 2016.

Comentários

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  1. Insustentável são os presidiários sem gerar nenhum tipo de retorno. Da maneira que este sistema funciona as cadeias são, no máximo, grandes universidades do crime.

  2. Guilherme Silva Araujo Freire

    Creio que há um mal entendido na reportagem. Pois se o tema da mesma é o custeio do Ensino público Federal, qual a justificativa de uma foto de um campus universitário que depende de recursos Estaduais (USP)?

  3. É ruim né? Afinal de contas ciência e tecnologia não leva a lugar nenhum e o importante é jogar dinheiro fora em salários superfaturados dos três superpoderes, conchavos políticos para salvar presidentes e dar lucro para bancos e capital rentista. Afinal de contas o Brasil tem que ser sempre o país periférico e subdesenvolvido que é hoje para sempre.

  4. É ruim né? Afinal de contas ciência e tecnologia não leva a lugar nenhum e o importante é jogar dinheiro fora em salários superfaturados dos três superpoderes, conchavos políticos para salvar presidentes e dar lucro para bancos e capital rentista. Afinal de contas o Brasil tem que ser sempre o país periférico e subdesenvolvido que é hoje para sempre.

  5. Insustentável é manter esse judiciário, esse legislativo e esse executivo nas três esferas de administração, municipal, estadual e federal. Quantos bilhões inúteis como juízes, vereadores, senadores, deputados estaduais e federais. Juiz que prende trabalhador que não pagou pensão para si mesmo, prende pessoa com “coquetel molotov” feito com água sanitária, etc.