Copa enfraquece vendas no varejo e preços caem em SP

Dados do instituto mostram que não somente houve redução nos preços de televisores este mês como também nos do setor de vestuário

São Paulo – Os preços de alguns produtos tradicionalmente comercializados em períodos de Copa do Mundo registraram queda na cidade de São Paulo. Isso porque o movimento no comércio paulistano ficou abaixo do esperado pelos lojistas, conforme a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Dados do instituto mostram que não somente houve redução nos preços de televisores este mês como também nos do setor de Vestuário.

“As lojas de departamento sentiram o fraco movimento durante a Copa. A procura nas de Vestuário parece que também não aconteceu”, avaliou o gerente Técnico de Pesquisas do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), Moacir Mokem Yabiku.

Dentro do IPC, que mede a taxa de inflação na capital paulista, os preços dos televisores registraram queda de 0,78% na segunda quadrissemana de julho (últimos 30 dias terminados na terça-feira, 15) na comparação com a primeira leitura (últimos 30 dias encerrados no dia 7), quando subiram 0,01%.

Os preços de outros equipamentos do domicílio também desaceleraram o ritmo de alta entre a primeira e a segunda pesquisas deste mês da Fipe, caso de geladeira (de 1,75% para 1,28%), máquina de lavar roupa (de 4,17% para 2,63%), fogão (de 0,17% para -0,77%), forno micro-ondas (de 4,14% para 2,49%), ventilador e aquecedor (de 1,90% para 1,02%) e liquidificador (de 0,03% para -1,31%).

“O grupo Habitação (0,22% ante 0,27%) desacelerou sob a influência de Equipamentos do Domicílio (0,64% ante 0,97%) – especialmente televisor, com as lojas tentando eliminar os estoques excedentes pós-Copa -, ainda que a diluição dos descontos da Sabesp tenha minimizado o alívio do item água/esgoto (-2,66% ante -3,03%)”, avaliaram, em relatório, os economistas da MCM Consultores.

O IPC-Fipe da segunda quadrissemana de julho, por sua vez, desacelerou para 0,04%, depois de 0,10%.

No setor de Vestuário, a Fipe constatou que a maior deflação foi registrada em roupa masculina, com queda de 1% no segundo levantamento do mês, depois de declínio de 0,49%.

Já as femininas cederam 0,45%, depois de uma alta de 0,37% no começo de julho. As roupas infantis também tiveram redução nos preços, de 0,13% ante elevação de 0,53% na primeira leitura de julho.

Juntos, levaram a um recuo de 0,22% do grupo Vestuário, que havia apresentado retração de 0,22% anteriormente.