Consultor do BC chinês descarta alta de investimento

PIB da China cresceu 7,6% no segundo trimestre, em relação ao mesmo período do ano anterior, desacelerando ante a expansão de 8,1% registrada no primeiro trimestre

Pequim – A economia da China ainda não mostrou quaisquer sinais de recuperação no terceiro trimestre e o investimento doméstico não deverá se expandir dramaticamente no curto prazo devido ao ritmo moderado dos empréstimos dos bancos e do gasto fiscal, afirmou o conselheiro do Banco do Povo da China (PBOC, na sigla em inglês), Song Guoqing, durante fórum realizado neste sábado em Pequim. Ele disse também que espera que a economia do país se expanda em torno de 7,5% neste ano.

O Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 7,6% no segundo trimestre, em relação ao mesmo período do ano anterior, desacelerando ante a expansão de 8,1% registrada no primeiro trimestre, o que marcou a menor alta trimestral da economia chinesa em mais de três anos. A China tem sido dependente de investimentos – o que significa gastos em projetos como os de infraestrutura ou aumento da capacidade manufatureira, em vez do consumo – para impulsionar o crescimento.

Song declarou que o governo acelerou suas aprovações de novos projetos de infraestrutura recentemente, mas alertou que as condições monetárias apertadas no país deverão afetar o investimento no geral. Ele afirmou que espera que a taxa de inflação fique em torno de 2,7% neste ano, dentro do limite da meta do governo de um aumento de 4% nos preços ao consumidor. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, em inglês) da China subiu 2% em agosto, na comparação com o mesmo período do ano passado, superando a alta de 1,8% em julho. As informações são da Dow Jones.