Confiança do comércio recua 2,4% no tri até maio ante 2011

O Icom passou de 130,6 para 127,4 pontos na comparação anual

São Paulo – O Índice de Confiança do Comércio (Icom) recuou 2,4 por cento na média do trimestre encerrado em maio na comparação com o mesmo período do ano passado, ao passar de 130,6 para 127,4 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV), nesta terça-feira.

O resultado, entretanto, indica melhora em relação ao trimestre findo em abril, quando a confiança do comércio atingiu 126,8 pontos .

“O resultado sinaliza que o nível de atividade do setor volta a se aquecer moderadamente no segundo trimestre de 2012”, afirmou a FGV em nota.

De acordo com a FGV, a melhora das comparações interanuais foi influenciada, principalmente, pelo resultado do varejo.

O Varejo Restrito registrou queda de 1,2 por cento no trimestre encerrado em maio na comparação com o mesmo período do ano passado, ante queda de 4,5 por cento em abril.

No Varejo Ampliado, que inclui os setores de veículos, motocicletas, partes e peças, a confiança diminuiu 2,3 por cento no índice trimestral até maio, após redução de 4,5 por cento nos três meses até abril.

No Atacado, o indicador de confiança apresentou recuo de 2,6 por cento no trimestre até maio, após baixa de 4,3 por cento nos três meses até abril.

O Índice de Situação Atual (ISA-COM) médio -que mede a percepção do setor em relação à demanda no momento atual- registrou nível idêntico ao do mesmo período do ano anterior, a 99,5 pontos. Nos três meses até abril, houve queda de 3,7 por cento.

Na média do trimestre findo em maio, 19,6 por cento das empresas consultadas avaliaram o nível atual de demanda como forte e 20,1 por cento, como fraca. No mesmo período de 2011, estes percentuais haviam sido de 19,9 e 20,4 por cento, respectivamente.

Por sua vez o indicador trimestral do Índice de Expectativas (IE-COM) recuou 3,9 por cento em maio na comparação com um ano antes. Em abril, houve redução de 4,8 por cento.


Dos quesitos integrantes do índice, a tendência dos negócios para os próximos seis meses foi o que exerceu maior influência na redução da média trimestral entre maio de 2011 e de 2012, ao passar de 163,7 para 155,7 pontos. Dentre as empresas consultadas, 60 por cento esperam melhora e 4,3 por cento, piora da situação dos negócios.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga no próximo dia 14 de junho os números sobre as vendas no varejo no Brasil.

Em março, as vendas do setor mostraram leves sinais de aquecimento da demanda ao avançarem 0,2 por cento ante fevereiro e 12,5 por cento em relação a igual mês de 2011.